Luanda - O responsável da Carrinho Agro, David Maciel, afirmou que a empresa pretende apoiar dois milhões de agricultores até 2030, reforçar a produção interna e preparar Angola para deixar de importar diversos produtos alimentares.

Fonte: Jornal de Angola

A declaração foi feita ontem, em Luanda, durante a Forbes África Lusófona Annual Summit, evento que reuniu líderes empresariais e especialistas para discutir inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável na região lusófona.


Segundo o gestor, o impacto da Carrinho Agro no sector primário tem sido decisivo, sobretudo porque dois terços da população angolana dependem directamente da agricultura como fonte de rendimento, emprego ou subsistência. Nas províncias, esse número pode chegar a 80 por cento. “Temos tudo terra, clima, água, juventude e mercado. O que faltava era juntar as peças e trabalhar directamente com os agricultores”, afirmou.

David Maciel sublinhou que a estratégia da empresa passa por fortalecer o agricultor familiar, considerado o principal agente da cadeia produtiva. Para isso, a Carrinho Agro tem desenvolvido acções de apoio técnico e social.


“Estamos a crescer ao fazer crescer o nosso agricultor. Esse é o caminho para que Angola se torne uma referência em África através do agronegócio”, destacou, recordando que o avanço do programa tem sido possível graças à visão dos accionistas do Grupo Carrinho.

A meta para 2030 é consolidar um ecossistema produtivo capaz de abastecer totalmente a indústria nacional da empresa e, posteriormente, gerar excedentes para exportação. “Queremos parar mesmo de importar. A nossa ambição é clara: passar de importadores a exportadores”, reforçou.

A Carrinho Agro coordena actualmente uma das maiores iniciativas privadas de desenvolvimento rural no país, mobilizando agricultores em várias províncias, promovendo formação, assistência técnica e inclusão financeira, na tentativa de consolidar a base produtiva agrícola nacional.