Lisboa - Umaro Sissoco Embaló diz estar a ser vítima de um golpe Estado. Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, vice-Chefe do Estado-Maior e ministro guineense do Interior também terão sido capturados. Militares dizem ter assumido "controlo total" do país.

Fonte: Lusa

Tiros de armas ligeiras e de guerra foram ouvidos ao início da tarde no centro de Bissau, capital da Guiné-Bissau, nomeadamente junto ao palácio presidencial. O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, foi detido, adianta a revista francesa Jeune Afrique.

 

A informação foi transmitida pelo Chefe de Estado da Guiné-Bissau à publicação gaulesa. Sissoco Embaló afirma que foi detido por volta do meio-dia (hora local, a mesma de Portugal continental), enquanto estava no seu gabinete no palácio presidencial.

 

A mesma fonte revela que o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General Biague Na Ntan, o vice-Chefe do Estado-Maior, General Mamadou Touré, e o ministro guineense do Interior, Botché Candé, também foram capturados.

 

Segundo a France24, os militares da Guiné-Bissau declaram ter assumido o "controlo total" do país.


A Guiné-Bissau aguarda os resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de domingo, realizadas no domingo e e nas quais ambos os principais candidatos - Sissoco Embaló e o líder da oposição, Fernando Dias - reivindicaram a vitória.

Desde a independência, em 1974, a Guiné-Bissau testemunhou quatro golpes de Estado bem-sucedidos e cerca de 17 tentativas de golpe.

 

Governo português está em “contacto permanente” com a embaixada

O Governo português já reagiu, em comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, aos acontecimentos que “interromperam o curso da normalidade constitucional na Guiné Bissau".

O Executivo apela “a que todos os envolvidos se abstenham de qualquer acto de violência institucional ou cívica” e que seja retomado “o processo de apuramento e proclamação dos resultados eleitorais”.

“O Governo está em contacto permanente com a embaixada portuguesa em Bissau, para se assegurar da situação dos cidadãos portugueses e, bem assim, da população em geral”, acrescenta no comunicado.