Luanda - O Comité Nacional da Organização da Mulher Angolana (OMA) rejeitou, por voto secreto, a candidatura de Maria de Lourdes Caposso à liderança da organização, tendo aprovado apenas as candidaturas de Emília Carlota Dias e Graciete Sungua.
Fonte: Club-k.net/ Polígrafo África
Na votação, Emília Carlota Sebastião Celestino Dias obteve 115 votos (71%), seguida de Graciete Sungua com 49 votos (26%). Já Maria de Lourdes Caposso somou apenas 16 votos (8,5%), ficando fora da disputa.
Com este resultado, Emília Carlota e Graciete Sungua aguardam agora a ratificação pelo Bureau Político do MPLA para iniciarem oficialmente a campanha ao cargo de secretária-geral da OMA, braço feminino do partido no poder.
O processo eleitoral, inserido no congresso marcado para 28 de fevereiro e 1 de março, começou com quatro manifestações de intenção de candidatura: Emília Carlota Sebastião Dias, Maria de Lourdes Roque Caposso Fernandes, Graciete Dombolo Chivaca Sungua e Adelina Samba Rosa Bambi Louzada. Esta última foi desqualificada por não cumprir o requisito mínimo de dez anos de militância.
Na reunião de 17 de janeiro, o Comité Nacional submeteu a votação as três candidaturas restantes, aprovando as duas que reuniram maior consenso. Maria Caposso acabou por ser preterida, não se sabendo ainda se apoiará alguma das concorrentes aprovadas.
O resultado confere a Emília Carlota Dias clara vantagem na corrida, reforçando a sua projeção política dentro da OMA. A candidata tem defendido uma agenda centrada no empoderamento feminino, no apoio às mulheres camponesas e na promoção do desenvolvimento socioeconómico. A formação da mulher surge também como prioridade estratégica, vista como instrumento essencial para garantir igualdade de oportunidades e competitividade no mercado de trabalho.










