Luanda - Graciete Dombolo Sungua é uma dirigente política angolana com mais de três décadas de militância activa no MPLA e na Organização da Mulher Angolana (OMA), onde construiu uma carreira marcada pela disciplina orgânica, rigor estatutário e forte enraizamento nas estruturas de base. A sua trajectória política é considerada exemplar dentro das fileiras do partido, tendo desempenhado funções de crescente responsabilidade nos níveis municipal, provincial e nacional.
Fonte: Club-k.net
Iniciou o seu percurso político na Organização dos Pioneiros de Angola (OPA), entre 1985 e 1992, ingressando formalmente na OMA nesse mesmo ano. Após uma interrupção para formação académica no exterior, regressou a Angola em 2005, retomando a militância com maior maturidade política. Desde então, consolidou-se como uma figura de referência nas áreas de disciplina, auditoria, processos estatutários e organização interna.
No seio da OMA, destacou-se como Coordenadora da Comissão de Disciplina e Auditoria em todos os níveis da estrutura: municipal (Samba, 2006–2011), provincial (Luanda, 2016–2021) e nacional (2021–2026). É membro do Comité Nacional da OMA desde 2011 e do Comité Central do MPLA desde 2016, tendo sido reconduzida no VIII Congresso do Partido, em 2021. Em 2022, foi eleita deputada à Assembleia Nacional, mas viu o seu mandato suspenso por decisão estratégica da direcção do partido, reforçando a confiança na sua lealdade e disciplina partidária.
Em 2025, assumiu papel central no 8.º Congresso Ordinário da OMA, como 2.ª Coordenadora Adjunta do Processo Orgânico e Coordenadora da Subcomissão de Ajustamentos dos Estatutos, funções que a colocaram no centro da reforma institucional da organização. A sua actuação é reconhecida pela firmeza ética, respeito pelos regulamentos internos e capacidade de mediação em contextos de elevada complexidade política.
Tem experiência directa no acompanhamento político de municípios estratégicos da província de Luanda (Cazenga, Cacuaco, Samba, Ingombota, Belas e Talatona) e de províncias como Cuando Cubango e Cuanza Norte. Desde 2011, colabora com o Departamento de Relações Internacionais do MPLA e da OMA, tendo representado Angola em fóruns e conferências internacionais sobre igualdade de género e diplomacia partidária em África, Europa e Estados Unidos.
É considerada uma dirigente de perfil técnico-político, com forte memória institucional e capacidade de articulação entre gerações. A sua candidatura à liderança da OMA iria assentar na legitimidade do percurso, na autoridade moral acumulada e na visão de continuidade estratégica com a agenda de governação do Presidente João Lourenço. Internamente, é vista como uma figura de consenso, capaz de garantir estabilidade, disciplina e modernização da organização feminina do MPLA.










