Washington - O ministro angolano dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, lembrou, quinta-feira em Washington, que Angola joga um papel importante no abastecimento do mercado petrolífero mundial e, consequentemente, no âmbito da segurança energética.
 

Fonte: Angop


O ministro chamou a Angola este papel quando intervinha, como orador principal, no painel sobre "O papel crescente de África na segurança energética global", durante a Cimeira 2010 de Washington sobre Energia.

 
"A República de Angola, com uma produção de um milhão e novecentos mil barris de petróleo por dia, é o segundo maior produtor na região do Golfo da Guiné e, por essa razão, joga um importante papel no abastecimento do mercado petrolífero internacional e no âmbito da segurança energética que será reforçada com as exportações de derivados de petróleo a médio prazo e de gás LNG a partir do primeiro trimestre de 2012" - disse.

 
O governante angolano fez alusão à importância da energia, que está presente em todas as actividades humanas e recordou que a continuidade do seu fornecimento é essencial para a estabilidade económica e social das economias modernas, razão pela qual a segurança energética é uma componente importante das políticas energéticas nacionais, devendo ser universal para o benefício das nações ricas e pobres.

 
"Neste contexto, o Governo de Angola aprovou recentemente legislação apropriada e uma estratégia para a produção de biocombustíveis a partir do cultivo da cana-de-açúcar e de plantas oleoginosas" -salientou o titular da pasta dos Petróleos.

 
"O nosso país está empenhado em diversificar a sua matriz energética através da introdução de novas fontes renováveis de energia" - sublinhou o ministro, referindo que Angola baseia a sua política em princípios orientadores como o respeito dos acordos e contratos assinados, avaliação e conhecimento do seu potencial através de investimentos adequados no domínio da exploração.

 
A diversificação das fontes de investimento, contribuição integrada de todas as fontes de energia que constituem a matriz energética para o desenvolvimento sustentável do país, promovendo a sua auto-suficiência energética, possibilitando a todos os cidadãos o acesso à energia e um diálogo permanente com outros produtores para concertação de políticas e coordenação de estratégias - são outros aspectos referidos por José Maria Botelho de Vasconcelos sobre a política de Angola nesse domínio.

 
Segundo o governante, enquanto membro da OPEP e da APPA, Angola está aberta a cooperar com todos os países produtores e consumidores para que todos tenham acesso à energia, numa base justa e estável, para garantir que a segurança energética mundial seja efectivamente uma realidade.
 
 
Acrescentou que enquanto país produtor de petróleo e gás, Angola continuará a vender estas matérias-primas nos mercados mundiais para ajudar a desenvolver e diversificar a sua economia, numa perspectiva da melhoria dos padrões de vida da população.
 

A Cimeira 2010 de Washington sobre Energia, que decorreu quinta-feira, dia 23 de Setembro, realizou-se sob o lema "Protecção das Necessidades Energéticas Mundiais através de uma Combinação de Combustíveis Tradicionais e Alternativos".
 


O objectivo principal do evento foi examinar a intersecção entre as políticas energéticas, recursos e tecnologias, numa perspectiva global, centrando-se na necessidade de interligação entre as energias renováveis, avaliar o suporte para as fontes tradicionais e encorajar as fontes energéticas alternativas.

 
De entre os participantes, destacam-se as presenças do Egipto, Emiratos Árabes Unidos, Ucrânia, Eslováquia, Hungria, África do Sul, Brasil, Quénia, além de membros do Senado norte-americano, representantes de companhias petrolíferas, instituições ligadas ao sector energético, incluindo o atómico, do Departamento de Energia norte-americano, da comissão reguladora nuclear, entre outros.


 
Paralelamente à Cimeira, o ministro angolano dos Petróleos, manteve logo após a sua chegada a Washington, dia 22 deste mês, um encontro com Ali Moshiri, vice-presidente da Chevron para África e América Latina.


 
Os dois interlocutores passaram em revista a cooperação entre Angola e a Chevron mais particularmente sobre as diversas actividades ou projectos que estão a ser implementados pela petrolífera norte-americana no país. José Maria Botelho de Vasconcelos fez-se acompanhar de Josefina Pitra Diakite, embaixadora de Angola nos EUA.
 


Ali Moshiri informou ao ministro José Maria de Vasconcelos sobre o encontro que deverá manter com o presidente da RDC, Joseph Kabila, relativamente à assinatura do projecto de gasoduto do LNG que passará pelo rio Congo e aproveitou para o elogiar por ser o maior em África.
 
Ali Moshiri justificou que os grandes investimentos da Chevron para o projecto LNG em Angola se devem ao facto de que o mercado de gaz é bastante promissor.


 
"É o único projecto do mundo de gás associado", disse o responsável, lembrando a disponibilidade da sua empresa em continuar a investir em Angola.


 
O dirigente angolano concedeu uma entrevista à cadeia televisiva europeia Euronews, hoje transmitida em dez (10) idiomas diferentes, sobre os avanços feitos por Angola no sector energético.


 
Integraram a delegação angolana, Mateus Morais de Brito, administrador da Sonangol, EP, António Orfão, presidente da comissão executiva da Sonarec, SA, Paulo Gouveia Júnior, presidente da comissão executiva da Sonagás, Adérita Francisca da Silva Pascoal, directora ajunta do gabinete do Ministro dos Petróleos e Alfredo Joaquim Rafael, chefe de departamento do Ministério dos Petróleos.


 
O ministro angolano dos Petróleos e a delegação que o acompanhou deixaram Washington ao final da tarde de quinta-feira, finda a cimeira, de regresso a Angola.



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