Lisboa - O general  Geraldo Sachipengo “Nunda” é  o primeiro Chefe de Estado Maior General das FAA a ocupar  o posto sem os  poderes que os seus antecessores exerceram. Nos últimos quatros meses foram registradas  alterações ou reformas legais no quadro orgânico desta instituição militar  que resultaram na transferência de competencias   para o Ministro da Defesa, Candido Van-Dúnem . 


Fonte: Club-k.net

 FAA sofreu reformas legais

Sachipengo “Nunda” com passado militar nas fileiras da UNITA,  foi durante 10 anos o “adjunto”  de todos os seus antecessores provenientes das FAPLA, o extinto braço armando do MPLA. A sua então “eternização”  na condição de “adjunto” já foi objecto de debate na impressa angolana que  o apresentavam como  “condenado” a ser “adjunto” devido ao seu passado militar.


A recente elevação teria sido inicialmente objectada em sectores do regime devido a preconceitos exacerbados, porém  há o sentimento de que uma  não promoção deixá-lo-ia amuado. Em simultâneo ao debate da sua promoção,  surgiram  interpretações  em círculos políticos sobretudo aos hostis ao regime invocando que a nomeação é vista como medida de artifício destinada a mostrar que  José Eduardo dos Santos é uma figura  de inclusão e que não olha para as cores partidárias. Nestes meios opositores suspeitam que o antecipado  esvaziamento de poderes a figura do CEMGFAA foi  propositado.

 


O novo CEMGFAA goza da aceitação do circulo presidencial com realce ao general Manuel Vieira Dias “Kopelipa” que lhe emite manifestações de apresso tais como tomar parte de reuniões internas. No generalato, a  sua nomeação foi “normalmente” aceite sem ter havido indicadores de “sentimento de  inveja”.

 


Logo após ter sido nomeado, deu lugar nas FAA, a existência de uma “diminuta” corrente tentando desconsiderá-lo. Teriam referenciado em “ambientes de copos”  de  que a sua promoção estava  isenta de mérito acrescido por ter “morto”, “o general que o fez general”. (Entenda-se Jonas Savimbi). Esta corrente que procura “injustiça-lo”  alega que no Maximo,  ele deveria dar pistas ou  primar pela captura do “homem” e não o matar.

 

Convidado a contrapor esta argumentação, um conhecido coronel das FAA disse que: “Acho que aqui há uma certa injustiça para com o general “Nunda”, porque não dependia dele a morte ou não de Jonas Savimbi. A ordem veio do comandante em Chefe José Eduardo dos Santos, e este se encontrava preste a rumar para o estrangeiro para não assumir responsabilidades”.



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