Lisboa -  Amilcar Xavier quadro de referencia do jornalismo  angolano foi exonerado das funções de director de informação da TV Zimbo, num processo que levou  igualmente a exoneração do  Director-Geral,  Filipe Correa de Sá e do director de programas Guilherme Galliano “Yeye”. As exonerações foram seguidas de uma comunicação alertando que deverão aguardar por futuras comunicações.


Fonte: Club-k.net

Falência provoca despedimento em massa
 


images/stories/politica/amilcar%20xavier2.jpgO afastamento dos mesmos foi justificado como estando a obedecer a um processo de  reestruturação nas  empresas da Media Nova provocadas por  uma  crise financeira. (O  grupo Media Nova, no geral, gasta um milhão de dólares com salários e tem receitas de 800 mil apenas. Há também  os gastos técnicos e manutenção).




Amilcar Xavier é referenciado como tendo perspectivas  de regressar a TPA, onde aguarda por uma proposta “condigna”. Devera dirigir também uma Radio Comunicaria privada que esta a criar e que aguarda por autorização. Os restantes directores aguardam por novas orientações.



Na Quinta feira passada a administração da Media Nova  fez circular uma comunicação que anunciava o afastamento de  75%  dos funcionários da TV Zimbo. De entre os quadros constavam apresentadoras de programas, 2 reportes, três personagens da área de programas. Os funcionários desconhecem os critérios utilizados para a demissão em massa embora descrito como tendo ocorrido de forma  burocrático.  Antes fizeram com que assinassem  um contrato a tempo determinado que duraria  até Agosto e outros até Novembro. A Comunicação de  Quinta-feira  veio com a proposta (da administração) para cessarem o contrato e caso fosse do  interessasse dos trabalhadores, os mesmos   teriam  a seguir a uma compensação (diferente de indeminização).



De entre as demissões bruscas, a que mais chocou com os trabalhadores  foi a demissão de uma senhora grávida . Há registro de funcionários com problemas de tensão que terão  dado baixa a uma unidade clinica por causa da  forma “violenta” que a comunicação foi feita.



Para alem da crise financeira que a Media Nova vive, a  TV Zimbo, em especial  enfrenta problemas de organização  que começou a degradar com a retirada de expatriados portugueses considerados como “base fundamental” daquela televisão privada angolana. A saída dos mesmos foi desprovida de um processo de transferência de pasta. Na seqüência da partida dos mesmos foram colocados técnicos angolanos sem experiências para ocupar determinados cargos.  De acordo com uma explicação familiarizada, muitos aprenderam com debilidades. Há pessoas da pesquisa que foram para a produção culminando com uma desorganização interna.  Deixou de haver formação aos quadros e outros tipos de incentivo. Há ma gestão atribuída a esta televisão privada é exemplificada na falta de orientação que os chefes deixaram de prestar aos trabalhos dos seus subordinados.


Media Nova na visão do makaangola.com


A 14 de Dezembro de 2008, a TV Zimbo iniciou, de forma polémica, as suas emissões como o primeiro canal privado de televisão em Angola sem que haja, até à data, regulamento legal necessário.


Um recém competente relatório de autoria do jornalista Rafael Marques sobre a mesma empresa e qual o Club-K, transcreve indica que a  Lei de Imprensa estabelece (art. 59º) que o “exercício a actividade de televisão está sujeito a licenciamento prévio mediante concessão outorgada através de concurso público, no quando do Plano Nacional de Televisão e obedece aos preceitos da legislação angolana e das convenções internacionais sobre a matéria.” Por sua vez, a mesma lei determina que o exercício da actividade de televisão (art. 60º, 3) deve obedecer a uma “lei especial que regula os mecanismos de licenciamento e as demais condições para o exercício da actividade de televisão”. Até à data, essa lei especial ainda não foi aprovada mantendo-se, assim, as emissões da TV Zimbo à margem da lei.



“A falta de informação pública sobre os proprietários da TV Zimbo adensou as suspeitas da sociedade, célere em especular, e de forma correcta, que tal acto de impunidade, no sector da comunicação social, apenas poderia partir do círculo presidencial.”


“Criada a 27 de Dezembro de 2007, a TV Zimbo tem como accionistas o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, chefe da Casa Militar do Presidente da República e ministro de Estado, o general Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”, chefe de Comunicações do Presidente da República e Manuel Vicente, presidente do Conselho de Administração e director-geral da Sonangol, que controlam, de forma equitativa, 99,96% das acções da televisão.”



“Simbolicamente, o general Kopelipa distribuiu de forma igualitária, 0,04% das acções aos seus cabos mais leais, os coronéis José Manuel Domingos “Tunecas”, João Manuel Inglês, e Belchior Inocêncio Chilembo, assim como Domingos Manuel Inglês, seu assistente privado.”


“A TV Zimbo, integra o património do grupo Media Nova. Este, por sua vez, anima a estratégia de controlo editorial do sector privado da comunicação social em Angola. A Rádio Mais, que emite em três províncias, nomeadamente Luanda, Huambo e Benguela faz parte do grupo Media Nova. A expansão desta rádio tem decorrido em paralelo com o impedimento governamental, há vários anos, de que a emissora católica de Angola, Rádio Ecclésia, emita em 10 províncias do país onde tem instalado repetidores de FM. O sector de imprensa da Media Nova inclui o semanário generalista O País, o Semanário Económico, a revista Exame Angola e a revista Chocolate. O jornalista João Van-Dúnem, antigo editor do serviço em português da BBC, é o presidente do Conselho de Administração do grupo Media Nova.”



“O triumvirato Kopelipa, Dino e Manuel Vicente, como proprietários da Damer Indústrias S.A, surgem com um investimento público de cerca de 30 milhões de dólares para a construção de um moderno parque gráfico no país, a que baptizaram de Gráfica Damer. Essa gráfica, a maior do país, foi inaugurada a 13 de Novembro de 2008, pelo ministro da Indústria, Joaquim David.”


“O grupo Medianova, cujo investimento inicial ultrapassa os 70 milhões de dólares, segundo quadros seus, tem a mesma estrutura accionista das suas subsidiárias. Os generais Kopelipa e Dino, assim como Manuel Vicente são os donos com quotas iguais. Os quatro subordinados do general Kopelipa os coronéis José Manuel Domingos, João Manuel Inglês e Belchior Inocêncio Chilembo, bem como o seu assistente privado Manuel Domingos Inglês exercem o papel de testas de ferro, com variações de 0,01% das acções cada a 0,02%, como no caso da Media Nova Marketing, criada para o controlo do mercado da publicidade.” Fim do relatório in makaangola.com.



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