Malanje - Maria Luísa Cardoso, esposa do governador provincial de Malanje, Boaventura Cardoso, em «nota de esclarecimento» que fez chegar ao Semanário Angolense, datada de 8 de Novembro, insurge-se veementemente contra o que consideraser parte da «conspiração (interna e externa) existente contra os dirigentes angolanos», enformada numa «notícia» da revista brasileira «Veja», que alude sobre um alegado «despesismo» despropositado que ela teria protagonizado numa das luxuosas lojas da Louis Vuitton, em Ipanema, Rio de Janeiro.

 

Fonte: SA


A «notícia», assinada por Sofia Cerqueira, diz que a esposa do governador de Malanje teria deixado as empregadas da loja boquiabertas, ao fazer compras tidas como «supérfluas», no valor da astronómica quantia de 25 mil dólares.

 

Eis o teor da nota de Maria Luísa Cardoso:

 

«A respeito das especulações geradas a partir da divulgação pela imprensa brasileira, de matéria jornalística (Revista brasileira Veja do Rio de Janeiro, na sua edição de 27 de Outubro de 2010, páginas 16 a 18, artigo ‘Emergentes’, assinado por Sofia Cerqueira) afirmando que “…Recentemente, um episódio ocorrido na loja da Louis Vuitton, em Ipanema, chocou as vendedora. Maria Laura Cardoso, mulher do político Boaventura da Silva Cardoso, governador da província de Malanje deixou o local vestida dos pés a cabeça com roupas da grife Francesa. A conta: 25.000,00 dólares”, atenta contra a boa imagem de Maria Laura Cardoso, a visada esclarece que:

 

1 – Não constituem verdade os factos que são imputados à visada pela articulista Sofia Cerqueira e concomitantemente pela revista Veja.

 

2 – Não esteve no presente ano de 2010, na República Federativa do Brasil, e nos anos anteriores em que este nunca entrou em nenhuma loja da grife Francesa Louis Vuitton.

 

3 – Por se tratar de matéria jornalística caluniosa e difamatória, a visada já desencadeou os mecanismos legais ao nível do Brasil no sentido da eventual responsabilização civil e criminal, da articulista Sofia Cerqueira e da Revista Veja.

 

4 – O referido artigo constitui mais uma prova inequívoca da conspiração (interna e externa) existente contra os dirigentes angolanos, pois na realidade os factos invocados não visaram a sua boa imagem, mais sim a do seu esposo que é dirigente político».



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