Luanda - Endereço esta nota para informar que estou livre da acção da Polícia e que a situação de custódia forçada em que estive envolvido configura abuso de autoridade de alguém que pretendeu mostrar o poder que tem impondo-se sobre interesses de quem tem obrigação de proteger.


Fonte: Club-k.net


Fui liberado algumas horas depois que cheguei a Esquadra da Polícia, pois o facto foi convertido em equívoco logo que me identifiquei ao oficial de Piquet. Portanto, não fui encarcerado embora antes tenha sido alvo dos habituais actos de prepotências dos agentes da polícia que me transportaram. A falta de acesso imediato aos meios de comunicação deu lugar a discrepância notória entre o tempo da cessação da detecção e da difusão da informação. Esta foi difundida quando já estava em casa.

 

Num país em que a violação de direitos e interesses dos cidadãos por parte de agentes de autoridade é moeda corrente, dirigir-se a um oficial superior da polícia (com grau de superintendente) para respeitar o nosso direito ou interesse na sequência da violação por um acto voluntário por si praticado, parece traduzir-se em ofensa. O que faz parecer que fui vítima de excesso de consciência jurídica da minha parte. O que, pelo contrário, encorajo que todos os cidadãos de bem a tenham, mesmo na medida mínima, para combater este estado de coisas.

 

Agradeço o empenho do meu Assistente que transmitiu as minhas mensagens no meu FACEBOOK e no blogue JUKULOMESSO sem as quais ninguém saberia do sucedido. Ao Club-K que prontamente difundiu a informação; aos demais meios de comunicação social e a todos os meus amigos, conhecidos, parentes, colegas e leitores que formaram um notável cordão de solidariedade em meu apoio. Obrigado. Assim, vale apena ser angolano!



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