Lisboa - O Serviço de Inteligência Externa dedica  especial atenção no crescimento   das relações econômicas entre Angola e Índia, país  que tem  5% das  importações anuais de petróleo bruto,  provenientes de Angola.


Fonte: Club-k.net

SG pondera por um elemento do SIE em Nova Deli

Uma habilitada apreciação  desenvolvida  pelo SIE  em posse do seu DG, Oliveira Sango recomenda a  necessidade de haver  melhor acompanhamento no  crescente  volume de negócios que entidades  ou  empresários daquele país tem  injectado em Angola. (A  19 de Dezembro, aterrou em Luanda,  um avião  da Fly Emirates  e os seus passageiros eram na sua maioria oriundos da Índia que se supõe serem  comerciantes ou empresários).  Para o efeito, Oliveira Sango,   reflecte a possibilidade de a Embaixada de Angola  em Nova Deli, passar acolher um “desk” constituído/chefiado por um operativo  do SIE que teria a categoria de “Chefe de Posto”.

 

Em meados de  Novembro passado, o SIE despachou  para Índia uma delegação chefiada pelo seu director adjunto,   brigadeiro Xavier Azevedo “Xavita” que se destinou a fazer levantamento da situação. De momento funciona na área consular da embaixada em Nova Deli dois funcionários oriundos do MIREX. O “Desk”  que se pretende instalar vai também  cobrir  a Malásia e Tailândia, duas áreas de jurisdição sob alçada da Embaixada angolana na Índia. De acordo com procedimentos internos, o elemento do SIE a ser enviado, ira  trabalhar  em articulação com a sede  em Luanda  por interposição de um alto funcionário,  Felisberto Fernandes da Costa que responde pela  Direcção Europa e Ásia do Serviço de Inteligência Externa.


O volume de negócios entre os dois países esta  centrado nos petróleos. A Índia recebe  cerca de 180 mil barris de crude por dia provenientes de Angola e nesta área  ambos países estão interessados em partir para um acordo de partilha de informações e analises sobre a   evolução das tecnologias de ponta.  A interação das  trocas comerciais e respectivas relações são  resumidas  pelos seguintes pontos a saber:


- Cooperação  avançada no ramo agrícola e  industria


- Linha de credito para a construção de alguns pólos industriais e domínio dos caminhos de ferro (reabilitação da linha de caminho-de-ferro Lubango-Matala, no Sul do país, com um custo de 50 milhões de dólares)


- Mão de obra para a construção do futuro complexo de gás no Município do Soyo


-  Manifesta pretensão de querer  participações em blocos de explorações


- Formação de quadros, há estudantes angolanos oriundos da SONANGOl em formação naquele país; idem elementos da  Marinha, MIREX  e ENDIAMA  passados pela escola de diamantes de Surat

- A Tailândia que faz parte daquela cobertura diplomática fornece para Angola o Arroz.


A importância que Angola presta a Índia  é  sentida na acção do próprio Presidente José Eduardo dos Santos. A quando da abertura da missão diplomática naquela zona, o mesmo recebeu três propostas quanto a zona geográfica que acolheria a embaixada tendo decidido que ficaria em Nova Deli em detrimento da  Malásia e Tailândia.  JES teria também levado em conta o grosso do volume de negócios.

 

A Missão diplomática  angolana na Índia situa-se no bairro Chanakya Puri em Nova Deli e tem um embaixador plenipotenciário, Antonio da Costa Fernandes  “Tony” que será em breve substituído por um funcionário da assessoria diplomática da presidência angolana, Manuel Eduardo Bravo.


As relações entre os dois países datam de 1761 (época da colonização portuguesa), altura em que algunas regiões da Índia (Goa, Damão e Dio) eram consideradas, tal como Angola, territórios português.



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