Malange - O assunto que está na boca do povo em Malanje, também já chegou à Cidade Alta onde o Jornalista Francisco Fidelíssimo Gaspar Pedro, desempenhou a função de repórter presidencial da RNA durante vários anos, antes de abalar-se para as terras da Palanca Negra em 2002


* Bernardo Joaquim
Fonte: Club-k.net

O assunto já é do domínio do Presidente da República

Tudo começou com a atribuição de uma residência à título pessoal ao jornalista, que enquanto quadro do governo exerceu o cargo de chefe do centro de documentação e informação e de assessor de imprensa.


O governador de Malanje, Boaventura Cardoso, que ao assumir a direcção da província enviou logo um alerta à sociedade malanjina, em como não tinha nada a ver com a governação anterior, mandou anular atraves de uma circular assinada pelo ex-vice governador para a área economica e social, Gaspar Neto a orientação do seu antecessor, Cristóvão da Cunha, e se recusa categoricamente a dar cumprimento a mesma medida.


Apesar do chefe do executivo angolano, defender uma solução para a problemática da casa própria em todo país, e apelar constantemente o empenho do Governo na implementação do programa nacional de habitação, com a promessa eleitoral de um milhão de fogos, a acção do Governador é apoiada e incitada pelo procurador provincial, Adão António Pedro, que chegou a mandar instaurar um processo crime de burla contra o Jornalista, 1885/10, junto da Direcção Provincial de Investigação Criminal onde prestou declarações terça-feira, 18.


Francisco Pedro, profissional de tarimba e de reconhecida idoneidade no seio da classe, tem apostado no ramo imobiliário e desenvolvido projectos turísticos no Municipio de Kalandula, para além de actuar também no ramo da agropecuária com a implantação de fazendas agrícolas no interior da
Província.


Em função da enorme pressão exercida pelo Governador e para não afectar a sua actividade na Rádio local, onde é locutor e apresentador de programas, a direcção da estação emissora, solidária com o mesmo, entendeu antecipar as suas férias, já que não apresenta bons níveis de saúde psico-moral. Para cobrirem o seu lugar foram indicados quatro jornalistas, nomeadamente, Nelo de Carvalho, Hugo Hernany, João Leandro e Eugénia de Carvalho.


Ao que se parece o assunto já é do domínio do Presidente da República José Eduardo dos Santos à quem o jornalista recorreu enviando com conhecimento da ministra da comunicação social, Carolina Cerqueira, em dezembro último, uma carta de denúncia das irregularidades praticadas por Boaventura Cardoso, que vê em todos que trabalharam com Cristóvão da Cunha, inimigos fidagais.



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