Luanda - Na seqüência de informações postas a circular e que apresenta Henrique Miguel como proprietário do Semanário “Continente”, o Club-K recebeu uma carta cuja autoria é atribuída a este  empresário angolano  e que passamos na integra nos termos do “direito de resposta”. A carta enviada vêem acompanhada com o teor de uma matéria que o seu jornal escreveu a respeito da governante angolana,  Carolina Cerqueira.


Fonte: Riquinho/Continente

Direito de resposta

Quem não deve não teme: Em primeiro lugar, não sou jornalista do Jornal Continente. Sou accionista e nada tenho a ver com o que se publica ou com a linha editorial.

 


Em segundo lugar, quando um dia tiver que fazer uma chantagem, de certo que não será de 10 (dez) mil dólares, que é o que gasto em publicidade por dia nos meus eventos culturais. Nem ao MPLA fiz chantagem, quanto mais a uma ministra. O mal das pessoas é que, quando se fala a verdade vêm fantasmas por todos os lados.

 

Não tenho nada a ver com a carta nem com a notícia, sim com o jornal em que como empresário sou accionista como vários grupos empresariais o são de vários jornais.

 

O que se passou é que fui contactado por várias pessoas e algumas com ligações familiares e de compadrio com a ministra, que me abordaram no sentido de retirar uma notícia que falava da excelentíssima senhora ministra da Comunicação Social. Como ascionista contactei o administardor geral que me confidenciou que, na verdade, tinha uma notícia jornalistica que denunciava  alguns maus actos da senhora ministra da Comunicação Social.

 

À luz do contraditório foi indicado um jornalista para ouvir a parte visada ou um representante seu. Como resposta, a pessoa contactada disse que o Continente não deveria publicar a notícia, tendo o corpo redatorial se recusado redondamente.

 

Ainda assim, o Director da Radio Nacional de Angola, Sr. Cabral, veio em defesa da ministra, tendo contactado o administrador do jornal Continente. Outro elemento do Ministério da Comunicação Social, igualmente, contactou o jornal para que se retirasse a notícia.  Ora, em termos jornalistico e profissional não é tão simples, assim, chegar e retirar uma notícia feita por um jornalista sénior, por respeito profissional sob o risco de corrermos em seu desrespeito. Além do mais, era possível retirar a notícia pelo facto de o jornal já estar na gráfica. 

 

Posto isso, eu Henrique Miguel, por sentir que estávamos a ser ameaçados de chantagem por recusar abafar a notícia, um marco negativo na nossa brilhante linha editorial e porque cresceu o número de telefonemas e pressões para retirarmos a notícia e com alguma prepotência e ameaças a mistura, decidi retirar a notícia ou cancelar a saída do jornal se fosse assumido pelos interessados todas as despesas inerentes a produção do jornal. Ainda assim, não houve boa fé da outra parte.

 

Que fazer? Cumprimos o nosso dever de fazer deslocar um jornalista para ouvir a versão da senhora ministra e como resposta pediu-se que se retirasse a notícia como se o jornal Continente fosse de compadres, para retirar-se e pôr notícia quando bem apetecer.


Assim sendo, a senhora ministra terá que provar em tribunal em que momento alguém do Continente (porque eu não fui de certeza, lido com milhões e não miles), quem pediu nove mil dólares. Ora, se tivessemos que pedir qualquer coisa a senhora ministra, de certeza que não seria nada mais nada menos que o nosso direito, que a senhora ministra mandasse executar uma orientação da Casa Civil da Presidência da República, que está no seu gabinete há mais de vários meses.


Portanto, não venha a senhora ministra querer tapar o Sol com a peneira.

 

Na verdade, não foi o Continente que entregou o passaporte diplomático a sua sobrinha Sarah Aminata Lourenço, tão pouco lhe passou a guia com quem viajou para a África do Sul. Ao que se sabe a sobrinha em causa é funcionária de uma instituição bancária, em Luanda.  Por outro lado, que fique claro que não morro de amores por si, nem pelo seu antecessor, o Sr. Manuel Rabelais, que no mesmo jornal também foi citado como má pessoa pelos desvios de fundos durante a realização do CAN/2010.


Portanto, o nosso jornal é equidistante destas querelas palacianas. Defendemos princípios e não alianhamo em lutas de galinheiro, estamos do lado justo e do sensato.   

 

* HENRIQUE MIGUEL ACIONISTA JORNAL CONTINENTE.
 

ATT:  NOTÍCIA PUBLICADA NO CONTINENTE ASSINADA POR JOSÉ SANTARÉM

 

Nepotismo na Comunicação Social?


A ministra da Comunicação Social está a ser acusada de atribuir passaporte diplomático a pessoas que não funcionam naquela instituição

 

De acordo com fonte próxima do seu pelouro, uma das beneficiárias é Sarah Aminata Lourenço, sobrinha de Carolina Cerqueira que viajou, recentemente, para a África do Sul com uma guia passada pela ministra, tendo exibido um passaporte diplomático obtido através do Ministério da Comunicação Social.

 

A beneficiária, ao que consta, é funcionária de um dos bancos privados em Luanda. A governante é, igualmente, acusada de fazer “caça as bruxas” aos antigos correligionários de Manuel Rabelais, apeado do cargo, depois da realização do CAN/2010.

 

Outra inquietação manifestada pelas fontes prende-se com o facto da ministra fazer referência, reiteradas vezes, nas suas intervenções sobre rigor e transparência, não tendo justificado os reais motivos da mudança do Ministério onde funcionava na Rua dos Combatentes, para um outro edifício na Mainaga, junto à sede do Banco de Fomento Angola.


Comenta-se que Carolina Cerqueira decidiu sacrificar os cofres da instituição, transferindo vários quadros nos novos aposentos, pagando uma fortuna com arrendamento.

 

Ainda no que respeita ao alegado esbanjamento de dinheiro, mal foi nomeada para exercer as novas funções, abandonou o apartamento onde vivia, no edifício defronte ao Teatro Avenida, tendo comprado uma vivenda no Alvalade, na Rua Garcia Resende.

 

A ministra é apontada como sendo daquelas pessoas encarnadas no velho adágio popular “faça o que digo e não o faço”, pesando sobre si, igualmente, acusações de má gestão e jogos de influências, tendo, alegadamente, influenciado para que a suposta empresa de uma sobrinha sua servisse os participantes durante a realização do Conselho Consultivo do pelouro realizado no Huambo, quando se sabe que, naquela parcela do país existem várias empresas credíveis que prestam serviço neste ramo. “Parece que a ministra quer ficar com todos os negócios do sector”, ironizaram as fontes.


Consta, também, que há um ano como governante, só é Janeiro último é que convocou a assembléia de trabalhadores, manifestando insegurança durante a reunião por não ter cumprido as promessas feitas na altura da tomada de posse. 


    
Carolina Cerqueira quer, por outro lado, “livrar-se” do seu vice-ministro, Miguel de Carvalho “Wadigimbi”, devendo indicar para o seu lugar Solange Machado, directora do seu gabinete e que nunca foi quadro do ministério.

 

Como titular da pasta diz-se que não mostrou ainda trabalho que convença a sociedade, estando a inaugurar as obras deixadas pelo seu antecessor, como a Rádio Cazenga e o Posto Médico da Rádio Nacional de Angola. “Ela não tem projectos, sendo a única governante que se preocupa mais com coisas básicas, quando deveria preocupar-se com assuntos mais importantes”, disseram as fontes que temos vindo a citar, tendo apelado aos Serviços de Migração e Estrangeiros no sentido de reter os passaportes entregues indevidamente.

 

Em reação, fontes do Ministério da Comunicação Social disseram que Sarah Aminata Lourenço é colaboradora da instituição e, como tal, beneficiou do passaporte diplomático como estímulo pelos trabalhos prestados.

 

Quanto ao Conselho Consultivo realizado no Huambo, revelaram que os participantes foram servidos por uma unidade hoteleira local.



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