Luanda -  O corte que recentemente privou parcialmente todo país do sinal da internet foi uma decisão proveniente de uma  subsidiaria da Sonangol, a MSTelcom  que é a responsável das comunicações digitais em Angola. A petrolífera angolana fe-lo a pretexto de incumprimento de   pagamentos que deveriam ser “feitos a tempo”   por parte da empresa Angola-Telecom.


Fonte: Club-k.net

Suspensão do sinal foi a mando  da sonangol

No seguimento do “corte”,  o Presidente do Conselho de Administração da Angola-Telecom,  Feliciano António (na foto)  foi instruído a imitir um comunicado justificando  que a paralisação  do  sinal  se deveu a um problema na estação do cabo de fibra óptica de Cacuaco. 

 

Não se conhece ainda as  motivações que levaram a subsidiaria da Sonangol a privar o país das comunicações privando o funcionamento dos bancos e outros sectores econômicos do país.  

 

A Angola-Telecom esteve  “de facto” em dívida com a sucursal da petrolífera estatal por efeito de alterações administrativas na empresa de telefonia.  Antes a figura que se responsabilizava pelo dossiê das contas/dívidas era   um antigo director financeiro, Luís Santos afastado da empresa a cerca de seis meses. Na ausência do mesmo,  a tarefa foi  remetida a uma administradora do conselho de administração, para a área financeira,  Luisa de Carvalho.

 

Estima-se que o excesso de acumulação de tarefas por parte de Luisa de Carvalho esteja a produzir  retardamentos de algumas liquidações  da empresa com terceiros. Na sexta feira (18), o edifício sede ficou sem energia por muito tempo por falta de combustível para o gerador. A Angola-Telecom deixou de usar directamente a energia da EDEL após um corte por causa de dívidas. O mesmo se passa com a empresa EPAL que decidiu retirar o contactor de água pelas mesmas motivações.

 

Outra dívida que a empresa tem, é com a Caixa de Segurança Social. Os aposentados que deveriam receber os subsídios continuam a depender da própria  Angola-Telecom. Em meios competentes, estima-se que se o  Estado não injectar dinheiro,  a empresa poderá ir a falência ou poderá ser privatizada. 



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