Luanda – A ministra do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, informou hoje, em Luanda, que Angola albergará, a partir Novembro deste ano, o primeiro Centro de Excelência de África para formação de quadros a nível de doutoramento (Phd) em ciências da terra.


Fonte: Angop


Maria Cândida Teixeira prestou esta informação à imprensa durante o acto de apresentação do projecto de formação de phd's em ciência da terra, título atribuído ao indivíduo que tenha recebido o último e mais alto grau académico, que numa primeira fase formará dez académicos, dos quais cinco angolanos e igual número do resto do continente africano.

 

De acordo com a dirigente, trata-se de um projecto que será desenvolvido pela Universidade Agostinho Neto, em parceria com o Banco Espírito Santo Angola e o Instituto Planeta Terra, este último entrará ainda no projecto com o Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade (NIReS) da Universidade de Newcastle, do Reino Unido.

 

Segundo a ministra, o centro que terá como missão, além de formar, promover o ensino e investigação no campo das ciências da terra em Angola e na África, através da formação e da qualificação de quadros técnicos especializados e do fomento da partilha de conhecimentos entre os diversos países.

 

A primeira fase do projecto apresentado no passado dia 18 de Fevereiro, na sede da UNESCO, em França, terá um tempo de formação de aproximadamente cinco anos e visará ainda criar um núcleo autónomo sedeado permanentemente no centro. 

 


Para Cândida Teixeira, a instituição terá capital importante para os angolanos, porquanto a sociedade mundial está preocupada com as questões climáticas e é pensando no futuro de África que Angola resolveu construir o centro.


 
As linhas de formação serão, sobretudo, no ramo das geociências, porque até agora têm sido maioritariamente estrangeiros a estudarem os fenómenos climáticos em África, situação que deve ser contornada com a formação de quadros africanos.


 
Com isto, disse, se pretende colmatar a fuga de “cérebros” africanos se especializem dentro do continente, o que  também preocupa instituições como a UNESCO.

 

Para o reitor da Universidade Agostinho Neto (UAN), Orlando da Mata, inicialmente, assim que a UAN for formando mais doutores, mais investigadores e cientistas vai se aumentando o leque da vagas, primando sempre pela vantagem de formar, além da angolanos, africanos que vão trabalhar e manter os seus feitos no continente.

 

“Angola ira, desta forma partilhar o seu conhecimento com outros investigadores do mundo em ciências da terra, inicialmente como os de Newcastle, porquanto New Castle no século passado teve uma indústria mineira bastante desenvolvida, o que significa que em termos de geologia, geofísica e áreas a fins têm um conhecimento muito elevado de quadros pós graduados”, explicou.

 

De acordo com Orlando da Mata, a UAN já faz outros doutoramentos como o da área de engenharia e em Março deste ano terá outro na Faculdade de Direito, numa estratégia clara de contenção dos quadros no país e no continente.

 

Por seu turno a directora de Marketing e Comunicação do Besa, Leonor Sá Machado, adiantou que a sua instituição será o principal investidor privado para a criação do centro, no âmbito da sua estratégia de sustentabilidade.

 

A aposta na educação e na investigação cientifica, reforçou a fonte, irá capacitar o país e todo o continente no geral de recursos humanos qualificados e de infra-estrutura de topo, com vista a preservação ambiental e desenvolvimento sustentável para o país.



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