Luanda - Em carta endereçada aos responsáveis da  ordem publica, os promotores da manifestação do dia 7 pedem a estes  “para que mobilizem o aparato de segurança para a defesa do povo e não ao contrário.”. O teor da missiva distribuída aos órgãos de comunicação social segue na integra.  


Fonte: Sergio Ngueve dos Santos


CARTA ABERTA PARA O (CGPN), (EMGFA) COM VISTA A MANIFESTAÇÃO DO DIA 7 DE MARÇO


Aos
Digníssimos Srs.
Ambrósio de Lemos
Comandante Geral da Polícia Nacional
Geraldo Sachipengo Nunda,
General e Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA)

 

Assunto: Pedido da Segurança e Protecção da população que irá se manifestar de forma pacífica no dia 7 de Março no largo da independência.

 


No dia 7 de Março de 2011, nas primeiras horas do dia, o povo Angolano de Cabinda ao Cunene, estará reunido em manifestação pacífica diante da estátua do pensador e fundador da nação, o revolucionário Dr. António Agostinho Neto símbolo da luta contra todo tipo de ditadura e repreensão do povo Angolano.

 


Inspirado no Dr. António Agostinho Neto e em todos os angolanos que deram o seu sangue para ver Angola livre das injustiças, o povo de Angola se reunirá de forma pacífica, para manifestar o seu descontentamento e exigir a demissão do Sr. José Eduardo dos Santos, até então presidente da Republica de Angola a mais de 30 anos.

 

Conhecemos os riscos reais que correremos nessa manifestação mesmo sendo pacífica. Por isso vimos pedir encarecidamente aos digníssimos Angolanos e acima de tudo responsáveis pela segurança e defesa da integridade do povo Sr. Ambrósio de Lemos e Geraldo Sachipengo Nunda, para que mobilizem o aparato de segurança para a defesa do povo e não ao contrário.

 

Queremos evitar um banho de sangue, retaliação ou repreensão compulsiva mas também queremos exercer os nossos direitos pautados na nova constituição, aprovado pela Assembleia eleita pelo povo e pelo Presidente da República.

 

Aproveitamos esta oportunidade para repreender veementemente qualquer tipo de distúrbio, violência, saque dos bens públicos ou privados, ou ainda actos que possam manchar o objectivo da manifestação popular.

 

Pedimos a vossa ajuda e observação deste actuo legal e de total direito dos Angolanos.


Atenciosamente;

 Sergio Ngueve dos Santos



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