Lisboa –  Contactado pela Agencia France Press o  porta-voz do MPLA, o partido que tem governado Angola desde a independência em 1975, se recusou a comentar sobre a manifestação  planeada em Luanda, dizendo que "não houve nada formal" sobre o assunto.


Fonte: AFP/Club-k.net


“Há um monte de mentiras e um monte de verdades na Internet. Nós apenas comentamos  sobre assuntos sérios", disse  Rui Falcão Pinto de Andrade  em  entrevista por telefone à Agencia francesa.

 

Aquele órgão de comunicação estrangeiro recorda que no domingo passado o MPLA, na voz do seu  Secretário Geral, Julião Mateus Paulo Dino Matross fez um apelo na rádio estatal "para não confundir o que está acontecer  no Norte de África com a realidade de Angola".

 

De recordar que as  noticias sobre os planeados protestos  continuam a circular em redes sócias na internet com realce ao facebook, onde os mentores ameaçam  derrubar o Presidente José Eduardo dos Santos do poder, a semelhança com o que esta acontecer no médio oriente, onde o povo saiu a rua para pedir a demissão dos seus presidentes.

 

Na mesma senda o “theglobeandmail.com” fala das manifestações do médio oriente que tem se arrastado para países do sul de África dando conta de uma  manifestação, no Gabão, praticamente ignorada pela mídia mundial, que tentava  derrubar o filho do ex-ditador, Ali Bongo, que se tornou presidente em 2009, quando seu pai morreu. O Jornal diz que a revolta foi rapidamente esmagada pelo exército. O líder da oposição, André Mba Obame, foi forçado a se esconder num um escritório das Nações Unidas, enquanto outros manifestantes foram presos e varridos das ruas.

 

O jornal fala de  Angola e  Zimbabué, realçando que os seus lideres, auxiliado por poderosos exércitos e uma  disposição implacável para usar a violência. A mesma publicação refere que “Em Angola, outro país dominado pelos militares, o Presidente José Eduardo dos Santos esta no poder a 31 anos.” Adiantando que JES  “mudou a Constituição para permitir que ficasse presidente até 2022 sem enfrentar uma eleição direta. Se tudo correr bem, ele vai superar o recorde, Omar Bongo, de se tornar líder da África mais tempo no poder, com 42 anos no poder.” Escreve o “theglobeandmail.com”.



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