Luanda - Um responsável provincial do MPLA, partido no poder em Angola, anunciou hoje uma "marcha patriótica", a decorrer no sábado, juntando dois milhões de pessoas em apoio ao Presidente José Eduardo dos Santos.


Fonte: Lusa

"Marcha patriótica" de apoio a JES

O anúncio feito hoje na capital angolana pelo secretário provincial de Luanda do MPLA, Bento Bento, segue-se a uma convocatória, que anda a circular na Internet, de uma manifestação para o dia 07 de março contra o Governo angolano.

 

Bento Bento disse hoje que um grupo de angolanos apoiados por países estrangeiros, incluindo Portugal, colocaram em marcha um plano contra a República de Angola e contra José Eduardo dos Santos.

 


"Na sequência do que esta a acontecer nos países árabes, Egipto, Tunísia e agora a Líbia, um grupo de angolanos que se dizem 'mãos limpas', os melhores, os mais patriotas, com apoio de alguns grupos de pressão de alguns países, nomeadamente Portugal, França, Itália, Bélgica e alguns sectores ligados à Grã-Bretanha e Alemanha, puseram em marcha um plano contra a República de Angola contra o MPLA e principalmente contra o Presidente José Eduardo dos Santos", declarou Bento Bento.

 

O dirigente do MPLA acusa os organizadores da manifestação marcada para o dia 7 de Março de estarem a protagonizar essa "confusão".

 

"Como sabem que pela via democrática não chegam lá, que pelas eleições não chegam lá, e sabendo que em 2012 já se prevêem as eleições em Angola, o que é que eles querem? Confusão", acusou Bento Bento.

 

Angolanos estão a ser infestados com  informações atentatórias a paz
 
 
 O primeiro secretário do MPLA em Luanda, Bento Bento, denunciou, terça-feira, que "os angolanos estão a ser infestados por um conjunto de acções e informações atentatórias a paz e a estabilidade do país.

 


 
"A direcção central do MPLA e o seu líder, José Eduardo dos Santos, recomendaram ao primeiro secretário do MPLA de Luanda para passar um conjunto de informações estratégicas e verídicas, para que os comités de acção de Luanda às dominem e possam, a nível dos seus bairros, famílias e centros de trabalho, orientar os cidadãos e militantes de como agirmos daqui para frente", afirmou num encontro com responsáveis das estruturas de base do seu partido.

 

 
Segundo afirmou, "na sequência do que se está a passar em alguns países árabes, nomeadamente Tunísia, Egipto e Líbia, um grupo de angolanos que se diz mãos limpas, os melhores, mais patriotas, com apoio de centrais de inteligência e de alguns grupos de pressão na França, Portugal, Itália, Bruxelas e sectores da Grã-bretanha puseram em marcha um verdadeiro plano de conspiração contra Angola".

 

 
Explicou que "estes grupos alimentados pelo Egipto, Tunísia e Líbia esqueceram que Angola viveu 27 anos de guerra, tendo alcançado a sua Independência em 1975, somente em 2002 teve paz efectiva".

 

 
"Temos dito e reafirmamos aqui que Angola não é o Egipto, Líbia ou Tunísia. O plano que eles querem meter em marcha no país é de destruição daquilo que temos vindo a construir ao longo destes anos de paz", acrescentou Bento Bento.

 

 
Disse ainda que o plano elaborado tem como alvo principal o Presidente José Eduardo dos Santos, coisa que os verdadeiros angolanos não devem permitir.

 

 
"Até ao momento ninguém veio a público dizer que é o mobilizador da campanha", afirmou, apelando "aos cidadãos para agir com tranquilidade, porque o MPLA é de bem, de paz e vai mobilizar todos os angolanos para defender a paz e desmascarar todos quanto estejam envolvidos no intento".

 

 
"O plano é tão hipotético que quando falam em levantamento no dia 7 de Março, tencionam fazer o mesmo que na Líbia, Tunísia e Egipto, concretamente atacar esquadras de polícia, comités de acção do MPLA, responsáveis do Estado e do partido, queimar bandeiras, marchar para sítios vitais da administração, ministérios, a Rádio Nacional, ao 1º de Maio e a Presidência da República", afirmou.

 

 
"O programa prevê também manifestações violentas em algumas capitais europeias contra Embaixadas da República de Angola, respectivamente em Portugal, Itália, França, Grã-bretanha, Bruxelas e possivelmente na Alemanha", referiu.

 

 
Informou que o Governo de Angola já pediu reforço da segurança das suas embaixadas no exterior e comprometeu-se em dar maior protecção às representações diplomáticas destes países no território angolano.

 

 
"Muitas pessoas que estão a ser mobilizadas para essa acção não são angolanas e, mesmo assim, alguns responsáveis da oposição já saíram com destino a muitos pontos da Europa para poderem apoiar este plano macabro", afirmou Bento Bento, que pediu aos "políticos de bem para se absterem da acção, porquanto Angola precisa de paz".

 

 
Segundo indicou, "eles não tencionam fazer isso com a população, mas sim com pessoas preparadas para implementar um amplo programa de confusão, para que a situação esteja insustentável".

 

 
Bento Bento afirmou que internamente "não há duvidas de que alguns sectores da Unita e do PRS estão com a paz, mas as intervenções feitas pelos responsáveis das bancadas parlamentares fizeram cair a máscara, pois eles apoiam este plano contra Angola, contra o Presidente e o MPLA".

 

 
Reiterou que "temos de estar vigilantes e denunciar todos quantos estejam nos nossos bairros a planificar este tipo de acções, para serem neutralizados e evitar mais mortes, destruição, desacatos e desobediência civil".

 

 
"Estamos a pedir as igrejas que rezem para conversão destas pessoas", reiterou o responsável no encontro realizado no Pavilhão da Cidadela Desportiva.



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