Luanda -  O jornalista Pedro Cardoso, que estava em serviço para a Renascença,  foi uma das 20 pessoas detidas no início de uma jornada de manifestações contra o regime angolano, prevista para Domingo, em Luanda.


Fonte: RR.PT


“Fomos detidos em conjunto com um grupo de jovens que estava, segundo eles, a fazer uma actividade cultural, jovens poetas, jovens músicos, quando fomos abordados pela polícia uma primeira vez, que disse que era proibido estar naquele lugar."


“Passado dois, três, cinco minutos, todo o largo 1º de Maio foi rodeado pelas forças judiciais. Fomos levados para a direcção provincial de investigação criminal, onde ficámos cerca de dez horas detidos”, relata o jornalista, que integra igualmente a redacção do "Novo Jornal".


Todos os detidos foram libertados já na segunda-feira ao longo do dia, mas Pedro Cardoso acredita que a tentativa de organizar manifestações de protesto não foi em vão.


“Se houve algo que esta convocatória fez foi dar outra perspectiva às pessoas de que realmente é possível e é um direito constitucionalmente inscrito”, salienta.


O protesto contra o regime de Eduardo dos Santos, em Luanda, acabou por não acontecer. O mesmo sucedeu em Lisboa, onde um auto-denominado grupo pela paz e democracia chegou a convocar uma manifestação de solidariedade frente à embaixada de Angola, em Lisboa.



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