Luanda – É uma das dirigentes do MPLA que começou a privar com o  líder angolano, José  Eduardo dos Santos antes deste se tornar Presidente de Angola. Até à Morte de Agostinho Neto, Joana Lina Ramos Baptista ,  era uma funcionaria da sede do MPLA  que exercia as  funções de chefe de  secção de um departamento que estava sob alçada de  José Eduardo dos Santos (JES era o Secretario do Comitê Central para o Desenvolvimento Econômico e Planificação).


Fonte: Club-k.net



Com a mudança de  designação do referido sector,  para departamento para política econômica e social (DPES), passou ela a ser a directora, no ano de 1982, já com Roberto de Almeida como Secretario do  Comitê Central  do DPES a quem ela respondia. Naquela altura,  as instituições econômicas do  Estado estavam subordinadas a este departamento do MPLA,  por efeito do sistema de partido único vigente em Angola.  A mesma teria se incompatibilizado com os responsáveis de empresas publicas (Banco, ENSA, TAAG, SONANGOL, ENDIAMA), o que levou ao seu afastamento do cargo  em 1986. Foi de seguida transferida para as estruturas da OMA onde tinha acento no Comitê Nacional . Acabou por ser afastada do núcleo de decisão desta organização por  mau relacionamento  com uma corrente interna.  No seguimento da sua  saída,  a OMA chegou a receber-lhe  uma viatura Renault 4 que lhe haviam disponibilizado.



José  Eduardo dos Santos, o líder do partido,  mostrou-se solidário com a mesma, e dias depois fez surpreender as  suas opositoras na OMA, nomeando-a como Secretária de Estado para a Promoção da Mulher.  Com a conversão desta estrutura  em Ministério, já  na era do sistema do multipartidarismo,  ficou ela a Ministra da “Mulher”, no GURN. Ainda nos dias de hoje é respeitada pelo papel que teve na fundação deste ministério e conhecida como dama de ferro.  Quando se pretende nomear uma nova Ministra é a ela quem o partido consulta. A sua ultima aposta para o cargo ministerial foi Genoveva Lino, muito ligada a si.


De Ministra da “Mulher” regressou  à sede do MPLA,  no mesmo Departamento em que já foi Directora no passado. Porém, no congresso partidário de 2003, foi indicada  como Secretária para a Administração e Finanças mas fica  mais tempo no  Parlamento, onde desempenha as funções de segunda Vice-Presidente da Assembléia Nacional (AN). Há ventilações na imprensa, em Luanda,  aludindo a sua ascensão a liderança  da AN em substituição de Paulo Kassoma que poderá vir a ser o  Vice-Presidente do MPLA,  no congresso de Abril de 2011.



Esta também envolvida no associativismo desportivo e social. Foi membro da FAF, membro do comitê olímpico angolano, do comitê paraolímpico, membro do comitê da Mulher Rural  e já presidiu a mesa da Assembléia da Associação dos  economistas. Na filantrópica ajudou a fundar o Fundo Social “Lwini” de que faz parte do seu conselho de administração.  Preside também a Mesa da Assembléia do Banco SOL, uma instituição bancaria ligada ao MPLA (O maior accionista do Banco Sol, com 45% das acções, é a Sansul que, por sua vez, é uma das 64 empresas da holding do MPLA, a GEFI).



Tratada no circulo familiar por “Jajá” ou “Tia Jajá”, a deputada tem se revelado como uma das mais poderosas mulheres de Angola nascida em   Camabatela (mas foi  em Ndalatando onde cresceu). Antes de se mudar para Luanda onde aderiu ao MPLA em 1974, a mesma era a coordenadora  do sector de alfabetização do partido no Kwanza-Norte. Formou-se em economia  embora nunca tenha exercido a profissão devido ao trabalho partidário. Esteve casada  com um   ex- funcionário da sede do MPLA, identificado  por Cristiano  de quem se divorciou em meados da década de noventa.



Para alem da  amizade que partilha com o Presidente da Republica,  tornou-se comadre do mesmo  ao ser madrinha de um dos filhos do casal presidencial. Eduardo dos Santos confia-lhe também algumas missões de bastidores. Foi ela a quem, após a morte de Savimbi,  o regime responsabilizou  para envolver,  o então SG da UNITA,  Lukamba Gato,    num projecto para a industria de minerais fluviais, mas sem sucesso.  Ao tempo do conflito armado,  foi enviada,  para  a cidade do Cabo na África do Sul para acalmar Sebastião Isata, um membro do  MPLA, na altura baseado neste país como acadêmico que alimentava ambições presidências. (Isata teria escrito ao então Presidente Americano Bill Clinton apresentando-se como alternância a JES e Savimbi que estavam em guerra).  Joana Lina teria conversado com o mesmo, na qualidade de seu parente, tendo lhe advertido  que ele era “muito miúdo” para não se meter na briga de mais velhos.



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