Em primeiro lugar, põe em causa a validade dos estudos publicados, muitos deles baseados em amostras, fontes e critérios de credibilidade duvidosa, o que para uma instituição da ONU é demolidor.

 Quando os estudos sobre Angola são elaborados por personalidades ou instituições movidas por evidentes preconceitos relativamente ao Governo angolano - que é quem domina, quer se queira quer não, as determinantes do crescimento económico em Angola - a conclusão dos estudos só pode ser uma: falsa.

Não fica bem a quem quer que seja, fazer vista grossa às mudanças para melhor operadas pelo Governo do MPLA no sistema político, jurídico, social e económico angolano. Sobretudo quando algumas mudanças foram corajosas e a muito custo garantidas, ainda o país atravessava o difícil período de guerra.

 A justiça, a protecção da propriedade privada, a redistribuição da riqueza nacional e a salvaguarda da liberdade de imprensa e de expressão estiveram entre os aspectos que mais serviram de mote às campanhas de desinformação.

E aí estão os factos a desmenti-las: os ajustamentos feitos pelo Governo no poder de compra dos salários face ao aumento dos níveis da inflação; o aumento do investimento privado em correspondência com os incentivos praticados pelo Estado; o reforço do sistema nacional de justiça, com o nascimento de órgãos independentes de apoio aos cidadãos e a entrada em funções do Tribunal Constitucional; a construção de novos hospitais, escolas, centros de apoio às faixas mais desprotegidas da população; o livre acesso aos meios de comunicação social, que se torna mais evidente na campanha eleitoral que se desenrola.

O dado segundo o qual a despesa com o sector social da economia aumentou em 121,6 por cento de 2005 a 2006 e em 34,9 por cento de 2006 a 2007 mostra o enorme esforço feito pelo país em termos de melhoria na prestação dos serviços de saúde às populações, na entrada de maior número de alunos nas escolas e em maiores oportunidades de formação técnico-profissional e de emprego.

As eleições, o registo dos eleitores e a campanha eleitoral absorvem, eles também, uma parte importante do Orçamento do Estado, posto à disposição dos partidos políticos, e que deviam reproduzir-se, se bem aproveitados e utilizados, num aumento da consciência nacional sobre os grandes desafios que o país ainda tem pela frente.

Tudo isto demonstra que a economia cresce e que o Povo Angolano está a ganhar e pode continuar a beneficiar com isso. Mas para que tudo corra num clima de maior confiança e sem ruído, é preciso que os dados de alguns relatórios sejam corrigidos.

*Director do Jornal d Angola

Fonte: JA

 



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