Lisboa -  As informações que circulam na imprensa internacional acerca de um alegado apoio militar de Angola a Laurent Gbagbo, têm origem remota em revelações feitas por oficiais marfinenses conotados com a facção deste, que posteriormente desertaram para o campo de Alassane Ouattara.


Fonte: Africamonitor.net


De acordo com as revelações, um núcleo de conselheiros angolanos, parte dos quais dedicados à protecção e segurança pessoal de L Gbagbo, estava sediado em Abidjan; na cidade de Abouisso, L do território, encontrava-se estacionado um grupo mais numeroso e polivalente (referência à presença de pilotos, um dos quais, identificado, teria morrido em consequência de derrube do seu avião). Todos os militares angolanos terão sido completamente retirados em meados de Mar; a medida coincidiu com o encerramento da embaixada angolana em Abidjan e deslocação do respectivo pessoal para Acra.



A decisão de proceder a um “desengajamento” da Costa do Marfim, conforme definição usada (AM 554), foi influenciada por avaliações segundo as quais o isolamento político de L Gbagbo, agravado pela sua condição de “esquivo da legalidade”, já não era reversível; ao mesmo tempo, a sua capacidade militar estava a erodir-se, em parte devido à falta de dinheiro para pagar aos soldados. O SIE, num relatório da “residentura” em Abidjan considerava que L Gbagbo estava a perder apoios internos devido a atitudes do mesmo descritas como “fanáticas”. in Africa Monitor Intelligence