Luanda – Nomeado a  5 de Outubro de 2010,  por um período indeterminado,  José de Lima Massano,  o actual governador Nacional do BNA,  é aos 40 anos,  notabilizado como  um dos banqueiros mais respeitados em Angola que estudou contabilidade na Grã-Bretanha antes de regressar a Angola para trabalhar  na estatal de petróleo, Sonangol.


Fonte: Club-k.net


Esteve no  Conselho de Administração do Banco de Poupança e Créditos (BPC), e em 2006 mudou-se para o Banco Africano de Investimentos (BAI), onde a Sonangol é accionista, e se tornou o Presidente do Conselho Executivo  rendendo, Mário Palhares, do Banco de Negócios Internacional (BNI). Em fóruns competentes recaem-lhe a avaliação segundo a qual o seu  conhecimento do sector  bancário e a sua epiléptica liderança  contribuiu para o reafirmação do  BAI,  como o  maior banco privado de Angola - igualmente reconhecido como uma das  primeiras instituições financeiras  a expandir no exterior, com escritórios em Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil e África do Sul.

 

Em finais do mesmo ano em que assumiu a chefia do BAI, tomou posse como Presidente da  Associação Angolana de Bancos (ABANC) tendo como seu Vice-presidente, Coutinho Nobre Miguel, (Banco Sol). Como presidente da citada  associação bancaria, Lima Massano foi a personalidade que em 2009, alertou que o  banco central  estava a ferir  o sistema bancário nacional depois de ter  dobrado  a exigência de reserva  e reduzir  a venda de dólares aos bancos.

 

Agora, nas  vestes de governador do Banco Nacional, Lima Massano é visto como um banqueiro  mais liberal do que seu antecessor, Abraão Gourgel. A expectativa em torno da sua nomeação  seria  para  reforçar a regulamentação do BNA, na  tentativa de aumentar a transparência, logo após a aprovação por parte do  governo  da lei  para combater a lavagem de dinheiro.   Nas apreciações externas, apresentam a  sua  reputação  de “ banqueiro de sucesso” como predicado para  ajudar a reforçar a credibilidade do banco central -  que teria sido alvo de uma sonda de peculato 137 milhões dólares - e aumentar a confiança dos investidores na economia nacional.



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