Luanda - O MPLA quer ficar até 2012 mais próximo das metas indicadas no seu programa de governo apresentado nas últimas eleições legislativas, anunciou o secretário para a Informação.


Fonte: Jornal de Angola

"…teremos sido algo demasiado ambiciosos
em algumas metas que definimos"

Rui Falcão admitiu que "algumas das promessas eleitorais não foram cumpridas devido à crise económica e financeira e às limitações internas". Numa extensa entrevista ao programa "Manhã Informativa" da Rádio Nacional de Angola, a ser transmitida hoje, Rui Falcão afirmou que "pretendemos, até 2012, atingir, ou pelo menos ficar o mais perto possível, das metas que havíamos indicado".


Rui Falcão reconheceu que "algumas (promessas) serão inalcançáveis já, mas temos a convicção de que parte da insuficiência na obtenção de resultados, derivou de uma realidade que para nós era absolutamente impensável".


O secretário para a Informação afirmou que "nós ([MPLA) também temos limitações internas. Temos de fazer essa análise e, se calhar, também vamos ter de concluir que teremos sido algo demasiado ambiciosos em algumas metas que definimos". Mas "é assim que a gente aprende", acrescentou.


Questionado se o MPLA está consciente da contestação existente por continuar a faltar água, luz, deficiência no saneamento básico e como, em função disso, pretende voltar a ter a confiança dos eleitores, disse que o desafio é "continuar a trabalhar".


"A única forma de combater a miséria é trabalhar e o MPLA tem que trabalhar cada vez mais. Todos os seus actores, quer os que estão no aparelho partidário, quer os que estão no aparelho Executivo, têm de dar o máximo de si no sentido de, tão rápido quanto possível, eliminarmos a miséria e reduzirmos os índices de pobreza, dando uma maior estabilidade às famílias", frisou.


Rui Falcão Pinto de Andrade garante que o MPLA continua a defender a melhoria paulatina da vida de cada cidadão. "A nossa meta é tornar Angola um país bom para se viver", afirmou, acrescentando que o partido não perdeu confiança nos seus eleitores. "O MPLA sabe que, como em qualquer parte do mundo, a não satisfação imediata das necessidades básicas das pessoas cria algumas reservas, traz algumas dificuldades, mas é no diálogo directo com as pessoas e na explicação clara, transparente e simples, que se vão colmatando essas insuficiências e essas descrenças vão sendo reduzidas", realçou.


Segundo Rui Falcão, no congresso extraordinário marcado para os próximos dias 29 e 30, o MPLA vai ajustar a moção de estratégia do presidente do partido e apresentar as linhas de força até 2017.



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