Lisboa  - O Director Nacional das alfândegas de Angola, Silvio Franco Burity  foi confrontado em tribunal com uma lista de famílias e filhos de amigos que o mesmo empregou na empresa em que dirige, tendo sido convicado a provar que os mesmos entraram naquela instituição por concurso público.


Fonte: Club-k.net

William Tonet apresentou  como prova

A confrontação foi feita no passado dia 15 de Junho a  margem de um processo  de Calúnia, Difamação e Injúria  que o mesmo moveu contra o Jornalista William Tonet.  Este através dos seus advogados  de Defesa,  Tiago Ribeiro, David Mendes e André Dambi apresentou,  as evidencias da suposta difamação.

 

Lidas na presença na 7ª secção da Sala dos Crimes Comuns, do Tribunal Provincial de Luanda, Dona Ana Joaquina, sob orientação do juiz de direito,  Manuel Pereira da Silva, as posições da defesa do jornalista,  seguiram as seguintes  argumentações, a qual o Club-K, repassa:

 

“- Os valores oriundos da transportação do crude entram na conta bancária da Alfândega e as vezes transitam de conta para a outra dos funcionários seniores do departamento de fiscalização aduaneira, cujo chefe é o senhor Elias André.
 


 - No que diz respeito a gestão da alfândega, o semanário publicou que tem havido irregularidade na atribuição das obras de construção civil, beneficiando de uma empresa construção civil portuguesa, sem antes realizarem concurso público, cujo sócio maioritário é amigo pessoal da directora geral adjunta. Em troca deste favor, a empresa reabilitou a casa dela no projecto Nova vida.
 

- A empreiteira CRSO reparou a delegação aduaneira do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.
 


Familiares do director geral, Sílvio Burity.

 

- Andreia Burity, irmã, colocada no departamento de contencioso (onde se pagam as multas).  José Burity Neto, sobrinho, gabinete de orçamentos e contas da Alfandega.
 
 

- O advogado da Alfandega, Jerónimo Basto de Almeida, também arranjou forma de empregar lá a sua esposa Carla de Almeida, de forma ilícita, funcionária da delegação regional de Luanda. Departamento de contencioso.
 


- Gisela Mawete, filha do actual governador de Cabinda, Mawete João Baptista, foi enquadrada com o estatuto dos funcionários mais antigos, apesar de ser nova na empresa.
 


- Adriano Gregório, ex-quadro da Polícia entrou também sem concurso público e foi contemplado com a criação de um gabinete, denominada petróleo e gás, por ser esposo da chefe do departamento de recursos humanos, Teresa Gregório.  
 


- Catarina dos Santos, sobrinha do Presidente da Republica, colocada num departamento que também não existe no organigrama. O seu marido, António Bento do Amaral,  também funciona na empresa como chefe de um dos departamentos. 

 

- Aida Morais, sobrinha do antigo ministro das Finanças, José Pedro de Morais, trabalha na área de cobrança das multas. Enquanto Paula Morais, filha deste, trabalha na repartição de intercâmbio e cooperação.


 
- O departamento de orçamentos e contas é dirigido pelos advogados Garcia dos Santos e mais um outro sobrinho do Presidente da República. Estes moveram um processo estranho com o antigo chefe desta área Pedro Benga.
 


- A directora nacional adjunta da Alfandega, Maria da Conceição dos Santos, tem as duas filhas a trabalharem nesta empresa, nomeadamente, Salomé e Marta dos Santos (departamento de contencioso e contas) da direcção provincial de Luanda. E acomodou uma cunhada de nacionalidade cubana, no departamento de tecnologias de informação e informática.” Fim de citação da exposição da defesa do jornalista William Tonet.



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