Luanda - Há cerca de dez anos iniciou-se em Angola, um processo de enquadramento de quadros angolanos no sector mais lucractivo do país, o petróleo.


Fonte: VOA


O programa, designado "angolanização do sector dos petróleos", tem por objectivo facilitar o acesso dos nacionais à indústria do ouro negro, mas a marcha não está a ser fácil.

 

Vários sectores da sociedade apontam a existência de políticas descriminatórias por parte de companhias que operam no país.

 

A coordenadora da secção económica da Open Society em Angola Albertina Delgado e o editor de economia do semanàrio Novo Jornal, Miguel Gomes falaram á  Voz da América sobre o assunto.

 

Delgado disse que "na pràtica" a maior parte da empresas pressupõem que a lei implica que tem que haver o maior número de quadros angolanos a trabalhar nas empresas petrolíferas".

 

Mas Albertina Delgado diz que a lei implica também que as empresas invistam nos quadros angolanos "para que estes possam ocupar diversas posições dentro do sector".

 


Para Delgado não basta olhar para o número de angolanos actualmente na indústria petrolífera.

 

"A questão da angolanização não pode ser vista apenas pelo facto de haver 88% de angolanos na indústria petrolífera," disse.

 

"A questão que se coloca é saber que cargos ocupam esses 88%," acrescentou.

 

"Têm as mesmas regalias? Têm igualdade em termos monetários?" interrogou para crescentar que "a realidade é que não há essa equidade".


Por seu turno Miguel Gomes disse que muitas vezes angolanos são contractados " só por uma questão de imagem para as companhias mostrarem que têm angolanos".


Essas companhias, disse, deveriam ter "uma estratégia de procurar pessoas com valor, apostar nelas e coloca-las em lugares chave".



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