A alternância política garante a reciclagem de ideias, formas de trabalho, encoraja a cultura da transparência, já que as instituições de governação não se tornam em meras redes de patrocínio da elite que retém o poder.

2. Alargamento do processo de governação. A UNITA tem fartamente demonstrado que está sempre pronta a cooperar com quadros angolanos mesmo com aqueles que têm um perfi l sociológico não idêntico ao da maior parte dos seus dirigentes. Há centenas e centenas de quadros angolanos cujos talentos não estão a ser postos ao serviço da nação angolana o sistema governativo actual tornou-se cada vez mais enferrujado.

3. Credencias democráticas. A luta da maioria dos militantes da UNITA foi sempre pela democracia. Muito membros da UNITA resistiram aos instintos centralistas da sua antiga liderança. É por isso mesmo que houve, naturalmente, dissidências no partido que agora já não existem. O presidente do partido, eleito por voto secreto, tem um mandato de quatro anos renovável uma única vez. Ele presta contas a vários órgãos do partido.

Em África são muito poucos os partidos que adoptaram este modelo. É exactamente esta cultura, da transparência e da renovação periódica dos mandatos, que deve ser implantada no nosso país.

4. Afirmação do angolano e sua cultura. A UNITA sempre zelou pela valorização da nossa identidade africana, um conceito que muitas vezes foi mal interpretado, sobretudo por aqueles que temem um debate sério sobre a nossa identidade. A afi rmação da herança africana do angolano traduzir-se-á num programa sério de promoção da nossa cultura.A afirmação do angolano implicará que ele tome prioridade na gestão de vários aspectos da nação.

5. Promoção da cultura de transparência. Angola é hoje referida em todas as listas dos países mais corruptos do mundo. O mundo ri-se de nós: temos tantas riquezas, mas boa parte das receitas do país desaparecem.A UNITA sempre insistiu na cultura de transparência e prestação de contas. Estes são valores que o próprio presidente da UNITA, Isaías Samakuva, sempre valorizou. Nem mesmo os seus mais acérrimos adversários podem acusar Samakuva de não ser íntegro. Uma maioria parlamentar da UNITA daria um fortíssimo impulso a esta luta para assegurar que a herança de todos nós não se confine a um grupo que detenha o poder político no país.

6. A valorização da educação. A formação de quadros é algo que sempre foi muito valorizado na UNITA. Mesmo nos tempos mais difíceis, a UNITA desenvolveu várias iniciativas para a alfabetização dos camponeses.

O desenvolvimento da nação angolana só será possível com um investimento notável no seu sistema educacional. A formação de quadros angolanos, em todo o país, terá de ser uma prioridade estratégica do Estado. Isto só será possível quando a UNITA conquistar o poder para fazer com que as instituições estatais passem a implementar tais programas.

7. Valorização do interior e do campo. A Angola urbana está, neste momento, a sofrer o que certos economistas identificaram como a doença holandesa. Isto acontece quando uma nação altamente dependente de divisas provenientes de um só produto – neste caso o petróleo – gasta este dinheiro em importações. O problema é que tal cultura prejudica as outras áreas de produção, como a agricultura. O futuro de Angola reside não nas importações mas na agricultura.

O país tem se ser capaz de produzir comida sufi ciente para os cidadãos. Isto signifi ca a priorização da produção do interior. Só a UNITA é que poderá enfrentar este problema com a abertura de espírito e fl exibilidade necessárias.

8. Consolidação da Paz. Desde a assinatura dos Acordos de Paz, a UNITA e a sua liderança têm trabalhado afi ncadamente para a sua consolidação em todo território nacional. A liderança da UNITA tem encorajado os generais que fazem parte do exército unificado a reenfocarem o processo de reconciliação nacional. Em locais onde haja possibilidade, mesmo que remota, de choques entre militantes da UNITA e do MPLA a liderança do nosso partido sempre optou pela reconciliação e consenso. Um parlamento liderado pela UNITA consagraria esta cultura.

9. Maior envolvimento em projectos africanos. Em vários países africanos existe a noção de que Angola é um pais que prefere manter-se à distância e valoriza mais as suas relações com Portugal e Brasil. Esta é, infelizmente, uma percepção que não refl ecte os desejos da maioria do povo angolano, que gostaria, claro, de aprofundar os seus laços com o resto do continente africano.

O futuro da economia angolana está ligado à sorte das economias dos seus vizinhos. Por essa razão deveria promover-se relações de base com o resto do continente. Nos últimos tempos Isaías Samakuva tem viajado por várias partes do nosso continente onde tem sido recebido com muito entusiasmo.

10. Garantia dos direitos humanos. As liberdades do cidadão estarão sempre em causa. Alguns detentores de poder tentam, de várias formas, restringir os direitos do cidadão. Diariamente tomamos conhecimento de violações dos direitos do cidadão comum.

Seria desonesto dizer que na história da UNITA os direitos humanos foram sempre respeitados. Porém, houve sempre vozes, mesmo nos piores momentos, que criticaram os excessos de algumas fi guras do partido. E, felizmente, as vozes que criticavam é que prevaleceram no partido.

Num parlamento com uma maioria da UNITA a questão do respeito dos direitos humanos dos cidadãos comuns passaria a ter muita importância. 10 razões para votar na UNITA.

Fonte: Semanário Angolense



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