Luanda -  Por mim o grupo de reflexão em vez de cometer um erro de método cometeu um erro de princípio, ao levar um assunto de carácter interno para imprensa, para a praça pública e por violar o artigo 7º (Deveres dos Membros) nos pontos: 1 (defender a unidade e coesão do Partido, assim como promover o seu fortalecimento), 8 (submeter-se à disciplina do Partido) e 14 (não criar estruturas paralelas no seio do Partido).


Fonte: Club-k.net


E os erros de princípios são passíveis de  classificação reaccionária. Isso porque, tende a exterminar a UNITA ajudando assim  o regime, que a exemplo do corporativismo restabelecido pelo António de Oliveira Salazar (acabou com os Partidos políticos, dissolveu o parlamento e criou a União Nacional). 


Fala-se de militantes e quadros que reclamam o XI Congresso e aqui se destaca o artigo 22º (O Congresso reúne ordinariamente de quatro em quatro anos por convocação do Presidente do Partido, ouvido a Comissão Política).

 

Acho que o artigo foi mal interpretado, por estarmos ainda em 2011, mas também se esqueceram do artigo 41º (O Presidente da UNITA é eleito em Congresso por voto secreto, directo, periódico e igual, para um mandato de 4 anos, que termina com a tomada de posse do Presidente eleito).

 

Quem ama a UNITA não faz mal à UNITA. Esses não são quadros nem militantes. Perderam essa categoria por estarem a facilitar a estratégia do regime. E muitos elementos desse grupo o seu comportamento confundem-se com o adversário, e assim cito o Dr. SAVIMBI “não se pode confundir a coragem de ontem com a cobardia de hoje”.

 

Na escola da UNITA um militante é aquele que se identifica com a ideologia do Partido e consagra o seu esforço físico, intelectual e moral na vida do Partido.

 

O quadro é um militante que consagra a sua vida a servir o Partido conforme a linha política e os princípios do Partido. E ele, como indivíduos, subordina-se total e voluntariamente a disciplina partidária para cumprir e fazer cumprir as directrizes do Partido.

 

Esse  grupo no seio da UNITA faz luta de poder à presidência. A democracia não só aceita pontos de vistas diferentes, mas também tem princípios.

 

Mas também, é bom saber que a UNITA é uma res privata, com apenas princípio democrático e não uma res pública com princípios republicano e democrático.


Em política, para algumas escolas o poder é a faculdade de mando e a capacidade de se fazer obedecer; outras, o poder é a faculdade de mando e a capacidade de influenciar os outros; outras, ainda o poder é potência (poder fazer), força (instrumento para canalizar a potencia) e legitimidade (princípio de aceitação do poder em que mesmo o dominado existe nele um princípio de aceitação). O SAMAKUVA não perdeu legitimidade. Leia bem os Estatutos.


Quem sabe e sabe que sabe, conclui que na UNITA não há crise. Há sim um grupo de indivíduos que pode estar subornado e querem distrair a UNITA e combatê-la. Quem adora dois deuses há-de trair um.


Mas também, acredito que este grupo está distante das bases do Partido e da base social de apoio da UNITA.

Deixo três reflexões:

1.    Começar é dos bons, perseverar é dos fortes e terminar é dos santos.

2.    Há 3 coisas na vida que podem destruir uma pessoa: a ira, o orgulho e não perdoar.

3.    Há 3 coisas na vida que não devemos perder: a paz, a esperança e o perdão.



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