A FpD é ainda mais ineficaz. Fazer um programa diário de 10 minutos na rádio é tarefa impossível para quem não sabe. Como a esmagadora maioria dos partidos não sabe, nem contrataram quem saiba, aí está o resultado confrangedor. Quem teve a ideia de fazer tempos de antena de 10 minutos na rádio? Só pode ter sido um amigo da onça. Mas o mal está feito e agora têm de aguentar até ao fim. Quem não tem cão, nem gato, caça com quê?
Na televisão as coisas estão mais feias. A UNITA ontem falou do estado da habitação e mostrou máquinas a demolirem barracas. Se o partido do Galo Negro tivesse assinado a paz há 12 anos ou simplesmente tivesse respeitado os resultados eleitorais de 1992, o estado do país e da habitação eram seguramente melhores e o tempo de antena de ontem não fazia sentido.

A UNITA provocou milhões de desalojados e refugiados. Muitos desses cidadãos foram para Luanda ou outros centros urbanos e aí se acomodaram em condições precárias. Quem provocou o desastre diz que os outros são desastrados. E é um sinal de profunda hipocrisia passar a mensagem de que “eles tiveram 33 anos para fazer e não fizeram”. Fizeram e muito. Até há seis anos, investiram tudo, até milhares de vidas, para impedir a destruição de Angola como país livre e independente. Infelizmente, as feridas ainda estão aí, a céu aberto.

A AD-Coligação descobriu o filão das “Meninas do Teatro”. Três jovens, com frescura e imaginação, fazem “sketchs” muito eficazes. Está a subir na tabela da segunda divisão. O PDP-ANA insiste em mensagens que roçam a ilegalidade. O PAJOCA, o PRS e a FpD estão apostados em eleger deputados a qualquer preço, nem que para isso alimentem regionalismos e separatismos. Pode dar péssimo resultado. O PRD já apela abertamente ao “voto pela mudança”. Como a UNITA, detentora da marca, não protesta, estão de acordo.

O Dr. Bonavena, em nome da FpD, lançou a confusão geral. O eleitorado foi convidado a abrir os olhos. Mas como, se o partido defende investimentos de milhões na agricultura de subsistência e uns trocos na agricultura empresarial? Que se saiba, o micro-crédito é adequado à agricultura familiar e os grandes investimentos vão para a agro-indústria, porque é aí que se produz a comida para todos.

Nem de propósito. O MPLA mostrou a Aldeia Nova. O povo trabalha nos campos, nos aviários, nos estábulos. O povo tem emprego, tem salário digno, produz comida. Vota no 10, na Angola nova. O remate final foi dado pelo presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos: “Angola tem condições para se tornar num grande exportador de alimentos!” É disto que o povo gosta. O tempo da desgraça já lá vai. Hoje queremos saber das propostas do MPLA para a Agricultura. É outro mundo, outro candidato às eleições, outra capacidade de comunicar com o eleitorado.

Fonte: Jornal de Angola



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