Luanda - Não se trata de superstição como muitos poderão assim entender, mas de uma realidade africana e divina. Os três movimentos de libertação nomeadamente FNLA, MPLA e UNITA bateram-se contra o regime colonial português que ao longo dos 500 anos de colonização cruel, submetera ao povo angolano numa escravatura autêntica que, nem ao diabo agradava. E a história se repete e mais doloroso por se tratar de irmãos consanguíneos.
Fonte: Club-k.net
Este combate patriótico dos três movimentos de libertação contra o jugo-colonial terminara como sabemos, com o derrube do regime de Salazar/Caetano através de uma insurreição dos militares milicianos fartos de guerra nas então colónias portuguesas (Guine Bissau, Moçambique e Angola), sobretudo nestas três, porque nas outras, nomeadamente Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, não tiveram guerra.
Nas guerras envolvem homens cujas consequências são enormes que é: a destruição de infra-estruturas e perdas de vidas humanas, pessoas maioritariamente alheias aos objectos da mesma. No caso concreto de Angola, na guerra subsequente a colonial, os seus protagonistas envolveram até crianças adolescentes, dentre outras faixas etárias, forçando-os a consentirem enormes sacrifícios.
Apesar de que os mesmos sabiam de antemão que, a guerra só beneficiava a eles (protagonistas) e todo o resto era apenas carne para canhão. Hoje, esta verdade é evidente porque os cerca de mais de cinco milhões nela participou – ingênua e obrigatoriamente –, os poucos que sobreviveram vivem de ar.
Hoje, os mortos das guerras (colonial e fratricida) entre irmãos cobram. Porque, enquanto uns lutaram, conscientemente, para uma Angola de todos e para todos e, outros ainda forçados para a guerra porque foram incutidos que a UNITA e o seu líder Dr. Jonas Savimbi eram os culpados de tudo: fome, miséria, desempregos, enfim, os maus da fita. Convém aqui enfatizar que almas desses elementos ainda fervilham nas valas comuns porque não tiveram, infelizmente, um cemitério ou um enterro condigno. Volvidos nove anos após a morte de Jonas Savimbi, e da UNITA na oposição pacifica e construtora, os males ontem atribuídos, primeiro aos fraccionistas Nito Alves e Zé Van-Dúnem e outros pelo regime que (des)governam o país há 35 anos, ascendessem os cargos que ocupam. Governando assim, o país a seu bel-prazer com arrogância, petulância e com corrupção que nem ao diabo agrada.
Como dizia, estes mesmos males, ontem atribuídos aos fraccionistas, mais tarde foram transferidos para Jonas Savimbi e a UNITA. Porem, nas eleições de 2008, sem Savimbi, prometeram um milhão de casas e um milhão e meio de empregos e outras mais, hoje volvidos três anos – menos um para o termo do mandato –, os que se encontravam nas tendas antes das promessas continuam nas tendas e, os que viviam nas casebras, segundo eles, suas casebras foram partidas e engrossaram o exército dos deslocados a viver nas tendas como no tempo de guerra. Para um partido fundado sob o olhar silencioso de Lenine que nem sequer foi reconhecido por um angolano e nem sabia se Angola existia em detrimento dos nossos ancestrais que lutaram e morreram pela defesa do território da invasão dos colonialistas, holandeses e portugueses, que nem sequer o então Presidente de Angola independente fez alusão quando fundou o MPLA – Partido leninista de opção socialista que hoje querem ressuscitar sob a filosofia de socialismo democrático mal explicado. Porque no seu dicionário já não existem termos capazes de comover as pessoas para a sua causa, que não a de maioria que não sabe para onde cair morto.
Em suma, são esses males que ontem levaram à morte de milhões de angolanos incutindo-os à mentira, a arte de matar, de intrigas, de calúnias, acrescida com a cegueira fanática, custaram aos angolanos mortes discriminadas e selectivas acrescidas ainda pelas mortes resultantes de pobreza e miséria, que hoje atribuímos às pragas.














