Lisboa - Em meios do regime corre igualmente que o vice-ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Clemente Cunjuca (na foto), poderá igualmente vir a ser demitido e sujeito a procedimento similar ao do ex-governador de Luanda, José Maria Ferraz, acusado de “fraude” lesiva dos interesses do país.


 
Fonte: africamonitor.net/Club-k.net

 Kundi Paihama “queima” o seu Vice

De acordo com o africamonitor.net que avançou a informação, o ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria Kundi Paihama,  terá apresentado ao PR “provas” de que o vice-ministro teria promovido o descaminho de USD 10 milhões, de verbas destinadas à construção de casas e centros de acolhimento para antigos combatentes. O caso ocorreu numa altura em que esteve interinamente à frente do ministério; era ministro Pedro Van Dunem.

 

A corrupção praticada em Angola (verificada por organizações internacionais habilitadas), vem sujeitando o regime e seus dirigentes a embaraços e pressões  crescentes. É considerada causa de desprestígio, bem como de consequências nocivas como o incipiente investimento externo; no plano doméstico, da impopularidade do regime e, entre os seus dirigentes, de José Eduardo dos Santos (JES).

 

 Clemente  Cunjuca pertenceu ao gabinete do PR, por onde ascendeu como “pupilo” de José Leitão, o antigo director do gabinete de JES. Antes de exercer funções governativas era muito ligado ao antigo comandante da Policia Nacional,  Alfredo José “Ekuike” sendo os dois originários da mesma província (Moxico). Segundo apurou o Club-K, depois da desgraça do ex- comandante,  o agora vice-ministro evaporou-se do circulo de amizade daquele.  Em círculos privados o mesmo faz passar-se como “o único representante valido do Moxico”, em função de  tais posições notam nele insinuações segundo a qual “sem ele o MPLA não  ganha naquela localidade”.

 

A estimada exoneração de Clemente Cunjuca é encarada como parte da aparente   campanha de combate a corrupção que JES tenciona levar a diante. Em meios da  oposição política  em Luanda, insinuam que mesmo que venham  a  sacrificar  algumas figuras  do regime “para servir de exemplo”, a  luta contra corrupção entra em contradição com informações postas a circular segundo a qual “a Sociedade Mineira do Lucapa, pode ficar com um suposto familiar do PR”.



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