Lisboa - Os  estudantes Angolanos em Marrocos que se  manifestaram  pacificamente no interior da Embaixada durante dois dias, para exigir reajuste dos seus complementos de Bolsa,  foram  agredidos por um esquadrão militar de choc composto por  homens fortemente armados.



Fonte: Club-k.net




A intervenção do esquadrão de choc resultou em três vitimas de ferimentos   no seio dos Estudantes, quando estes tentaram impedir  os jovens  filmassem o ocorrido  (Uma câmera digital e 2 telefones foram apreendidos a força e retirados os cartões de memórias).


“Apesar do uso de força e violência, os estudantes souberam reagir pacificamente e não fizeram o uso de violência contra os policiais,militares ou funcionários da Embaixada para mais uma vez mostrarem as Autoridades que não são delinqüentes, intrusos e nem refugiados ou estudantes vindos por conta própria mas  sim estudantes legais” disse um estudante contactado por esta redação.



O porta voz dos  Estudantes  afirma que  não se sentem  intimidados, e prometem não baixar os braços e voltar a Embaixada recorrendo todos  meios possíveis, até que as suas denuncias e reivindicações sejam consideradas pelas Autoridades de direito e aconselham os diplomatas  do regime “a evitar este tipo de comportamento contra os seus co- cidadãos  e jovens estudantes porque o mesmo encoraja a violência nas duas partes e por vezes as suas conseqüências são irreparáveis.” Alertam.


Os estudantes recorreram a embaixada para esta  intermediar na resolução  do problema do complemento de bolsa para todos os Estudantes enviados pelo Estado Angolano através da bolsa de estudos de cooperação entre a Agencia Marroquina de cooperação Internacional(AMCI) e o Ministério das Relações exteriores(MIREX).


Os mesmos, segundo contam,  decidiram manifestar pacificamente (em conformidade com o artigo 47 da constituição da Republica de Angola) no seio da Embaixada de Angola em Marrocos para que fossem entendidos e para que  as Autoridades angolanas tomassem conhecimento daquilo que eles consideram “irregularidade”   que é o facto de alguns “Estudantes do mesmo processo terem ou beneficiarem de um complemento de bolsa equivalente a 700 USD (Setecentos Dólares Americanos) bimensal provenientes do Instituto Nacional de Bolsas de Estudos(INABE) e outros não o terem ou beneficiarem.”



Os mesmos tiveram conhecimento dos seus direitos que lhes foi subseqüente  confirmado pelo MIREX que “todos os estudantes enviados pelo Estado via bolsa de estudos acordadas ao MIREX devem automaticamente beneficiar de um complemento de bolsas do Estado e em particular do INABE.”



Em reação a inabilidade da embaixada angolana, os jovens estudantes  se manifestaram pacificamente no seio da Embaixada de Angola em Marrocos deste o dia 24 de agosto as 9 horas da manha até as 14h : 36mn  do dia 25 de agosto momento no qual  foram invadidos e atacados  pelo um esquadrão de choc ( Policial e Militar) autorizados  intervir no interior da Embaixada de Angola pelo  Embaixador cessante  Luis José De Almeida.



Nesta óptica, “os Estudantes solicitam encarecidamente a secretaria do Estado para a Presidência, ao Parlamento Angolano e aos Órgãos competentes do Estado Angolano a intervirem a seu favor de formas a denunciar e exigir esclarecimentos sobre esta (inegualidade de direito) que constitui um grande obstáculo para a  comunidade e no sucesso acadêmico destes estudantes”


Contactos : Marrocos : (00212) 553072371);
-Angola : (00244) 925002567 – Estudante  em Angola de ferias, disponível e enviado ao INABE, para todo esclarecimento  e para qualquer comunicação com os Órgãos do Estado ou a imprensa.



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