Huíla - A secretária provincial da UNITA na Huíla, Amélia Judith, mostrou-se preocupada com a atitude menos abonatória demonstrada pela a maior parte das autoridades tradicionais daquela província. “Hoje há um grande desrespeito naquilo que é o verdadeiro papel dos sobas”, considerou a nossa entrevista, durante uma longa entrevista concedida a este postal.

 

Fonte: Club-k.net

Sobas activistas do MPLA

Amélia Judith vai mais longe dizendo que, as autoridades tradicionais angolanas perderam o mérito de serem tratados como tal. “Primeiro porque há sobas nomeados, e o soba não se nomeia”, justificou, acrescentando que em Angola, tal como em qualquer parte do continente africano, os sobas devem obedecer a uma certa linhagem.


A nossa fonte assegura que não faz sentido uma pessoa que é natural da província de Malange, vir a ser soba na Huíla. “Porque está pessoa não tem nenhuma procedência para ostentar este título, defendeu, frisando que “não se trata de tribalismo e muito menos de separatismo. Todavia, quando estamos a falar de entidades tradicionais, o soba no verdadeiro sentido da palavra é aquele que é de linhagem e hoje já não é”.


A ‘dama de ferro’ dos “maninhos” nas terras de “Tundavala” ressalta que, hoje em dia, as autoridades tradicionais já não respondem a vontade das comunidades que representam. “O mais triste é que, estes sobas, antes de tudo, se tornaram os principais activistas do partido no poder por causa dos cinco mil ‘kwanzitas’ que, mensalmente, recebem”, realçou. 


“Mas, nós também temos estado a explicar a estes mesmos sobas que, eles têm um papel preponderante. Um papel importante nas comunidades onde se encontram, porque o papel dum soba é congregar as pessoas, independentemente, da sua opção política”, enfatizou Amélia Judith.



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