Luanda - A agencia ANGOP alega que cerca de cem cidadãos, entre os quais adolescentes e jovens, insurgiram-se contra efectivos da Polícia Nacional, quando estes procediam o asseguramento do Tribunal de Polícia, local onde decorre o julgamento de 21 outros envolvidos na manifestação de sábado último.


Fonte: Angop

Versão das autoridades angolanas

Estes, que transportavam consigo cartazes e denegriam os órgãos de soberania, com realce para a Presidência da República, e o partido MPLA, atiraram pedras aos automóveis que se encontravam na via, incluindo da Polícia Nacional.

 
Devido aos distúrbios dos "manifestantes", o trânsito na avenida Amílcar Cabral ficou temporariamente impedido e as pessoas corriam de um lado para o outro no intuito de fugirem das pedras que estavam a ser atiradas, sem uma direcção definida.

 
Ainda de acordo com a angop, o  aparato policial no local, composto pela Polícia de Ordem Pública, de Trânsito e de Intervenção Rápida, deteve na ocasião o secretário-geral da Juventude Revolucionária de Angola (JURA), Nfuka Fuakaka Muzemba, que se encontrava entre os manifestantes.

 
A Juventude Revolucionária de Angola é a organização juvenil da Unita, partido angolano com assento no parlamento.

 
Inicialmente, os adolescentes e jovens tentaram assistir ao julgamento, pretensão não materializada devido à exiguidade de espaço da sala do julgamento, que foi muito concorrido, tendo, de seguida, recorrido aos cartazes e palavras de ordem obscenas.

 
No último sábado aconteceu em Luanda uma manifestação que resultou no ferimento de seis agentes da polícia e cidadãos que nada tinham haver com a aglomeração.



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