Lisboa - As mães dos jovens estudantes que foram recentemente condenados por manifestarem  contra o longo consulado  do  Presidente da República, queixam-se de terem sido impedidas  de levarem  comidas  para  seus filhos, na cadeia.


Fonte: Club-k.net

Detidos foram transferidos para as províncias

“Estou na cadeia de Kaboxa, em Caxito e eles dizem terem ordens superiores para não permitirem visitas aos detidos das manifestações”, disse uma das mães, em conversa telefônica ao Club-K, na manha deste  sábado (17). A senhora cuja identidade é preservada para não ser vitima de alguma perseguição acrescentou  que “Nem a comida que trouxemos, eles recebem até agora”.

 

Os detidos, agora transformados em presos políticos,  foram transferidos para diferentes cadeias nas províncias. Na cadeia de Kaboxa em Caxito, estão cinco dentre eles, “Carbono” Casimiro e Alexandre Dias dos Santos “Libertador”.

 

Os jovens foram detidos quando realizavam uma manifestação no passado dia 3 de Setembro em Luanda. No seguimento da mesma, os serviços de Inteligência raptaram um dos jovens Pandita Neru, o que provocou que os seus amigos fossem até ao palácio presidencial pedir a libertação do mesmo. Ao longo do caminho, nas redondezas da Sagrada Família, a Policia Nacional  reprimiu os jovens deixando dois deles em estado de desmaio. A repressão policial contou com o concurso de agentes da segurança trajados a civil que usaram poretes idênticos ao da policia Nacional.

 

As vitimas da violência policial, foram de seguida  levadas para diferentes cadeias de Luanda e apresentadas num tribunal que os julgou por “agressão a policia”. A defesa das vitimas apresentaram recurso ao tribunal supremo denunciando, o Juiz Adão Damião por rejeitar a conversão das penas em multas, não obstante a pressões que o magistrado  teve de um general do circulo presidencial que o visitou quando o julgamento decorria.



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