Lisboa -  José Eduardo dos Santos é citado em círculos que o rodeiam como tendo se manifestado “desencantado”   quanto ao processo das vendas das casas do Kilamba por parte da  Delta Imobiliária – Sociedade de Promoção, Gestão e Mediação S.A,  ligada ao general Hélder  Vieira Dias “Kopelipa” e a Manuel Vicente.


Fonte: Club-k.net

“Kopelipa” e MV sabotam promessas do MPLA

A venda das casas do Kilamba estavam inicialmente a cargo  da   Sociedade Imobiliária e Propriedades da Sonangol – SONIP tendo passado  para a Delta  Imobiliária, em circunstancias desconhecidas.  A  Delta de acordo com denuncias,  terá aumentado os preços das casas para perto de 50% do valor real. O apartamento mais barato que  custava 64 mil dólares passou para USD 120 000 enquanto que o  mais caro  que  seria 110 mil dólares passou  a ser revendido a USD 200 000.

 

A  preocupação que se atribui a JES quanto ao assunto é por ter em conta  a desnecessidade das alterações ocorridas, uma vez que a Delta Imobiliária  ao invés de ajudar  enveredou para um caminho que dificulta a vida dos cidadãos.  Tal caminho entra em contradição com o seu  discurso , no dia da apresentação do Kilamba em que considerou ser  “o primeiro passo importante do Executivo no sentido de dar resposta ao direito dos Angolanos a uma habitação com um mínimo de dignidade e de conforto.”

 

De acordo com justificações  dadas, o desconhecimento do procedimento da Delta Imobiliária teria passado por despercebido tendo em conta que a sua participação na venda das casas realizou-se num cenário que  era desnecessário a apreciação do chefe do executivo.

 

Não há informação dando conta de medidas destinadas a  pressionar a reversão do quadro ou de se mandar o assunto para a PGR. Sabe-se  apenas  que o despertar sobre a participação da Delta  Imobiliária precipitou com que se levassem a cabo  a um levantamento quanto a identidade patronal de eventuais  empresas de governantes  que terão participado em serviços na centralidade do Kilamba. Um relatório que se diz estar em posse do gabinete presidencial cita uma  empresa  Five Towers  International Building (FTIB)  contratada para fazer as estradas daquela centralidade. A empresa  tem  como sócio maioritário, Bornito de Sousa, o ministro da administração do território e Conceição Cristóvão, vice-governador de Malange.

 

De acordo com o que circula em meios do gabinete  presidencial,  o chefe de Estado angolano mostra-se preocupado em ir  para eleições de 2012, num quadro  desprovido de  motivos para que os  seus adversarios  não  façam  recurso a acusações em torno de casos de promiscuidade política ou financeira. Em função de tal pensamento, JES  é citado como estando a  tencionar  apresentar,  após as eleições,  um  governo com novos rostos distanciados de  históricos de  negociatas. Para o efeito, delegou competências ao Secretário  dos assuntos políticos do MPLA, João Martins para lhe apresentar  propostas para a futura  configuração  do  executivo.



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