Luanda - Atentamente acabei de ler, sem querer, no facebook um texto de opinião do deputado e jornalista João Melo intitulado “Os recados políticos do Presidente”, onde novamente voltou atacar desnecessariamente os partidos da oposição, acusando-os de quer a qualquer custo chegar ao poder a "ferro e fogo" como se isso fosse realmente verdade.
 

Fonte: Club-k.net

A sua forma ridícula de pensar levou-me a seguinte opinião: MPLA foi, ou é, até hoje, refém da Rússia, Cuba (estes dois por terem contribuído na morte dos angolanos no tempo do comunismo, mais tarde pela morte ainda não esclarecida do primeiro Presidente da República Popular de Angola, António Agostinho Neto), Israel (na matéria de Segurança), Portugal (que serve como porta de entrada dos negócios dos ricaços angolanos na Europa) e agora da China (pela divida de mais de 20 biliões de dólares norte-americanos, que já era).

 
MPLA e os seus dirigentes sempre foram covardes. Fazem tudo ao contrário só para incriminar as organizações que não tem nada a ver com a miséria que ele próprio (MPLA) semeia. Os partidos da oposição em Angola só falam o que todos angolanos agora vêem. Pois, o amigo ‘faceboquiano’ Anibal João Melo voltou, mais uma vez, a escrever inverdades descabidas no seu texto.
 

Para sua informação, MPLA e o seu presidente COVARDE – que se esconde debaixo das cuecas sujas dos militares da Unidade de Guardas Presidencial –, só sabem falar demais e a toa. Porque na pratica ninguém vê absolutamente nada.
 
 
Como os angolanos podem confiar em instituições incapazes que defende, com "unhas e dentes", um regime ditatorial composta por indivíduos homicidas de um partido que nem sequer tem afabilidade de reconhecer os seus históricos fundadores? Como dizem os irmãos brasileiros: Fala sério!

 
O advogado do povo David Mendes, presidente do Partido Popular, denunciou publicamente, há quase um mês, uma das contas bancárias do Presidente da República José Eduardo dos Santos (JES). Inclusivo convidou-o a processar-lhe caso se sentisse caluniado. Covardemente, JES não o fez e remeteu-se que nem um jacaré ‘bangão’ nas profundezas do rio de silêncio. Sic! Os mais velhos dizem que “o silêncio também fala”.


Vejam lá que David Mendes não parou por ai. Foi junto da Procuradoria Geral da República, uma instituição do Estado cujo seu dirigente máximo (José Maria) foi um dos carrascos, tal como João Melo, aquando dos tristes acontecimentos de 27 de Maio de 1977, remeter um processo judicial contra JES, e este, por sua vez, se recusa a mover – nem por fingimento – um dedo contra o seu altíssimo.
Então me diz, ó kota João Melo: porque motivo nós, jovens angolanos – agora mais lúcidos que nunca –, e os demais, devemos depositar a nossa confiança numa instituição deste gênero?

 
Os órgãos judiciais do estado tais como, tribunais, ministério Público (PGR) entre outras instituições sempre foram, desde que Angola passou a ser independente, 'partidarizados' pelo MPLA. Pois, reparem que todas as empresas lucrativas existentes no país pertencem aos ‘tubarões’ deste partido. São eles, até hoje, quem decidem quem deve trabalhar nos órgãos estatais ou mesmo privados, porque a política do concurso público quase não funciona para os cidadãos que não possuem cartão da J. Por favor, acusa-me de estar a mentir!

 
No caso concreto dos tribunais, analisemos seriamente o que aconteceu com os jovens revolucionários – agora na condição de ex-presos políticos do século XXI, já que os de São Nicolau, dos ditos Processo dos 50 e de Tarrafal são do século XX – que foram brutalmente  agredidos pelos os "gorilas do Kabuscorp" a mando de Bento Kangamba e, injustamente detidos pelos agentes "analfabetos" da polícia nacional, durante a manifestação registada no dia 3 de Setembro do corrente, no Largo da Independência.
Tudo foi uma porcaria. O juíz até se deu trabalho de recusar assistir as provas (em vídeos) que os advogados de defesa tinham para a comprovação da inocência dos detidos, e sentenciou-os violando todas as leis em vigor no país. Sic!  
 

Já no caso de William Tonet, advogado e director do jornal Folha 7+1, mesmo sustentando as denúncias com provas dadas de documentações, o juíz, também um dos carrascos do genocídio de 27 de Maio de 1977, decidiu aplicar abusivamente uma multa de 100 mil dólares norte-americanos. Ainda por cima, obrigando-o a liquidar-la num período de cinco dias.
A pobre, mas nobre, sociedade angolana uniu-se em solidariedade ao jornalista, e em cinco dias recolheu mais de 71 mil dólares para entregar aos queixosos que se envergonharam em recebê-los. Será porque havia muitas notas de 10 kwanzas doadas pelas as nossas mães da zunga? 
 

Não quero aqui prolongar mais ou apresentar mais exemplos, mas a verdade é que nem o juíz do Tribunal da Polícia, muito menos do Tribunal Provincial de Luanda, respeitaram os tramites legais como manda a lei angolana. Já agora pergunto: onde é que reside a seriedade destas instituições? Primeiro respondo eu: Na casa da mãe Joana!
E você João Melo, qual é a sua resposta?
 

Ora, quase me esquecia. Para tua informação, ó kota João Melo, não foi a UNITA que retomou com a guerra depois das eleições de 1992, e todos (principalmente os jovens da minha geração que não tiveram a oportunidade de votar naquela altura, porque éramos todos imberbes) sabem que o único culpado foi o seu partido MPLA.
 
 
Pois, foi o MPLA que ordenou ao actual vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos "Nandó", naltura comandante da polícia nacional, para distribuir armas de fogos aos civis (uns polícias trajados a civis com um lenço vermelho na testa tipo Rambo). Até aos bandidos mais perigosos que se encontravam presos nas cadeias foram todos soltos e, presenteados com uma arma (tipo AK) cada, com uma única missão: eliminar fisicamente todos aqueles que eram, ou que foram vistos com os elementos da UNITA.
 
 
O actual vice-ministro da Comunicação Social, Miguel de Carvalho "Wadijimbi" mandou, segundo os próprios jornalistas veteranos da Angop, o segurança a disparar à queima-roupa contra Eliseu Chimbili, um dos dirigentes da UNITA, há dois metros da Embaixada da Zâmbia em Angola, quando este se refugiava naquele condado. E o seu cadáver permaneceu ao ar livre mais de 10 horas, até ser removido pelo um camião de lixo para parte incerto. Portanto, agradecia o kota João Melo que refizesse – sem ver fantasmas – este parágrafo no seu texto.
 

Para finalizar, agradecia que me respondesse as seguintes questões: Quem matou na Sexta-feira Sangrenta? Quem matou os umbundos (no norte e oeste do país) depois das eleições de 1992? Quem matou os Bakongos? Quem matou os Tocoistas? Quem andou queimar as aldeias e matando até crianças durante os conflitos armados? Quem matou mais de 80 mil angolanos nos acontecimentos havidos aquando do 27 de Maio de 1977? Quem está agora a matar os nossos irmãos de Cabinda? Mais uma vez o kota esta REPROVADO!



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