Luena – A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, refutou hoje, sexta-feira, na cidade do Luena, capital da província do Moxico, criticas de alguns círculos da sociedade que acusam o Governo de criar restrições à liberdade de imprensa.
 

Fonte: Angop


Para a governante, a crítica que deveria ser construtiva e bem-vinda, vem se transformando em insulto gratuito a pessoas que ocupam cargos importantes de governação, incluindo o chefe do Executivo.


 
Carolina Cerqueira, que discursava no encerramento do VII Conselho Consultivo do seu ministério, aberto quinta-feira, atribuiu tal comportamento à fraca formação de alguns jornalistas e a ausência de uma entidade reguladora do sector que garanta a ética jornalística e o cumprimento da legislação inerente.


 
A titular da pasta da Comunicação Social disse que a resposta a esta realidade passa pela luta continua por uma imprensa plural, isenta, livre e responsável, e a insistência no diálogo construtivo com todos os actores do sector, com vista a elevar o sentido patriótico dos profissionais.


 
“O reforço da iniciativa privada, a aposta crescente numa política de formação estruturada para todos os seus intervenientes e a criação do futuro Instituto Superior de Ciências de Comunicação, na cidade do Huambo, será um contributo maior para este objectivo”, referiu.


 
Carolina Cerqueira discorreu, na sua intervenção, sobre vários assuntos que tem a ver com a comunicação social angolana, entre eles a exigência de uma melhor qualidade nos serviços oferecidos ao público.
 

Reportou-se ao facto de dedicar uma boa parte da sua gestão à organização interna das empresas que culminou, há um ano, com a criação dos Conselhos de Administração, que tiveram como primeira tarefa o saneamento económico e financeiro das instituições.
 

Doze meses passados, reconheceu que a maior dificuldade no momento é a expansão do sinal da rádio e da televisão a todos os municípios e comunas do país.
 

Na sua avaliação, o grau de cobertura não é ainda o ideal, tendo em conta os objectivos do Executivo, pelo que defendeu a continuidade do investimento em termos de infra-estruturas de propagação do sinal.

 
Para o efeito, a governante instou as empresas públicas de comunicação social a apresentarem propostas concretas que levem a soluções definitivas.
 

“Não podemos continuar a despender recursos materiais e financeiros para soluções provisórias e inadequadas. Temos consciência que devemos fazer avultados investimentos para o reforço da capacidade dos nossos emissores, mas devemos ter a certeza de que essa capacidade é ou será a ideal para a resolução definitiva do problema”, afirmou a ministra Carolina Cerqueira.



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