Lisboa - O Vice- Presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó” esta proibido de entrar nos Estados Unidos da America, por o seu nome, estar cadastrado como indivíduo ligado a três empresas angolanas (Arosfran, Golfrate e Afribelg) identificadas pelo Departamento do Tesouro (DT) dos EUA, como estando ligadas ao terrorismo internacional.


Fonte: Club-k.net

Por ligação a empresas associadas ao terrorismo

Para além de “Nandó”, faz parte da lista dos cadastrados, dois empresários angolanos “Kito” Dias dos Santos e Arthur Almeida Silva. Os nomes dos três angolanos foram colocados num sistema que deverá ser retirado depois de 100 anos.

 

A 19 de Outubro, “Nandó” foi impedido de desembarcar no aeroporto de Nova Iorque quando era aguardado para participar, na 66ª sessão da Assembléia- Geral das Nações Unidas, onde iria representar o Chefe de Estado angolano. As autoridades migratórias americanas apresentaram como justificação da proibição da entrada do mesmo, a conexão a negócios controlados pelos irmãos Ali Tajideen e Husayn Tajideen, empresários libaneses sobre quem pesa a acusação de financiarem a actividade do grupo terrorista Hezbollah.

 

George Rebelo Chicoty, o Ministro das Relações Exteriores, que neste dia aguardava, em Nova Iorque pela chegada do Vice-Presidente angolano acabou por ser ele a discursar na Assembléia das Nações Unidas em substituição daquele. “Nandó”, por sua vez, saiu dali para Londres onde em conseqüência destes problemas acabaria por ter um acidente vascular facial, que o deixou por alguns dias na capital britânica.

 

Por ocasião da apresentação do discurso do Estado da Nação, regressou a Luanda, porém, o Presidente José Eduardo dos Santos não contava com a sua presença e não o citou, como individualidade da alta hierarquia do estado angolano, na parte inicial do discurso. Mencionou apenas o Presidente da Assembléia Nacional, do Tribunal Constitucional, e os deputados. O Vice-Presidente “Nandó” esteve, de facto, presente na sala porem com um ar de abatido. A dado momento, ao movimentar-se de um local para outro, quase que caia por suposta fraqueza ou mal estar, tendo sido apoiado por um jornalista que passou ao seu lado.



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