Lisboa - Militares envolveram-se hoje de manhã em tiroteio em Bissau e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, refugiou-se durante algum tempo na embaixada de Angola, segundo as informações das agências noticiosas.


Fonte: O Publico


Residentes e uma fonte diplomática citada pela Reuters disseram ter havido tiros de armas automáticas e rockets na base militar de Santa Luzia, na capital da Guiné-Bissau. Mas não há, pelo menos para já, notícia de baixas.

 

“Aparentemente, é uma fricção entre o chefe das Forças Armadas e o chefe da Marinha”, disse à Reuters fonte diplomática que pediu o anonimato. “O primeiro-ministro procurou refúgio numa embaixada”, acrescentou.

 

Uma fonte da segurança guineense, que também não quis ser identificada, disse à agência que o tiroteio começou depois de o chefe das Forças Armadas, António Indjai, ter sido detido por ordem do chefe da Marinha, Bubo Na Tchuto. O primeiro terá sido depois libertado pelas suas forças.

 

Bubo Na Tchuto (na foto) negou ter dado qualquer ordem para a detenção de Indjai. Os dois líderes militares acusam-se mutuamente de envolvimento no narcotráfico.


As primeiras informações da AFP eram diferentes. Não referiam tiroteios, mas movimentações de militares, que ergueram barricadas em algumas zonas, reclamando aumento de salários. Alguns chegaram durante a manhã de Mansoa, alguma dezenas de quilómetros a norte da capital.

 

"Não é uma tentativa de golpe de Estado, não há pânico aqui em Bissu", disse uma fonte diplomática citada pela agência francesa, segundo a qual Gomes Júnior se refugiou temporariamente na representação de Angola, próxima da sua residência.


"É um problema puramente militar, não temos nenhuma intenção de tomar conta do Estado", disse à AFP fonte dos militares envolvidos na movimentação. Mais tarde a mesma agência deu conta de uma acção de homens armados que pretenderiam obter armas nas instalações do Estado Maior.


O Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, está doente, em Paris, França, desde final de Novembro.



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