Lisboa - Na sequência de uma denúncia por parte da organização não-governamental britânica Human Rights Watch (HRW) feita a 21 do mês passado, o governo angolano negou, em comunicado divulgado através da agência Angop, o desaparecimento de 25 mil milhões de euros.


Fonte: A Bola


A HRW disse-se que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estaria surpreendido com o «desaparecimento misterioso» de cerca de 25 mil milhões de euros das contas públicas do Estado angolano, entre 2007 e 2010. O executivo garantiu que nada no último relatório do organismo permite essa leitura ou interpretação.

 

A Human Rights Watch refere que a soma em questão equivale a um quarto do produto interno bruto (PIB) de Angola.


Para o governo angolano, todavia, um dos principais motivos para a existência do 'saldo residual', no valor e período referidos, deve-se «à transferência de fundos para contas de garantia no estrangeiro em montantes acima do serviço da dívida a que se destinam tais contas» ou «à falta de registo adequado das operações parafiscais realizadas pela Sonangol ou outras entidades fora do governo central».

 

Na nota, as autoridades angolanas admitem que se verifica, de facto, uma discrepância de registo contabilístico nas contas nacionais, mas também considera que esta resulta fundamentalmente do insuficiente registo dos usos da receita petrolífera, sobretudo da receita da concessionária Sonangol - EP ('profit oil') em razão do seu não recolhimento integral na Conta Pública do Tesouro.


De salientar que o desmentido angolano acontece num momento em que uma equipa do FMI, liderada por Mauro Mecagni, director do FMI para Angola, se encontra em Luanda para a sexta e última avaliação da utilização do acordo 'stand-by' por parte do governo de Angola.



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