"Não disse que as eleições em Luanda eram um desastre. Disse que nesta assembleia de voto onde começava me parecia um desastre, porque não estava nada organizado às 07:00, mas não de todo o processo eleitoral e nem por todo o eleitorado", salientou Morgantini.

A observadora falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa para esclarecer o que se estava a passar na capital angolana em relação às eleições legislativas em Angola.

Sobre a avaliação do processo eleitoral, referiu que dependerá do que vai acontecer até às 18:00, hora prevista para o encerramento das urnas.

"Os dados que temos de todo o país são positivos pela participação e ausência de incidentes nas mesas e assembleias de voto", apontou.

Luiza Morgantini notou ainda que em Angola as pessoas pretendem votar, "sem intimidações", por quererem "uma Angola diferente, a caminhar e pela democracia", o que considera "muito importante".

Em relação ao desempenho da Polícia Nacional, que tem na rua 70 mil agentes para garantir a segurança do escrutínio, revelou ter informações dos partidos políticos de que a corporação está a trabalhar com "imparcialidade".

Morgantini visitou hoje as assembleias de voto de Cacuaco e Boavista, zonas populosas de Luanda, onde constatou problemas de organização.

"Nas primeiras horas estive um pouco preocupada, porque não havia muita organização. Houve um pouco de confusão e as pessoas estavam à espera", frisou.

Segundo a observadora, agora a situação está a melhorar em todos os lugares.

"O que é extraordinário é a participação das pessoas para votarem. Todos querem votar. Isso é algo que nos parece muito bom porque querem votar sem medo e sem intimidações", assinalou.

Cerca de oito milhões de eleitores são chamados hoje às urnas para as primeiras eleições legislativas em 16 anos e as segundas desde a independência de Angola, em 1975.

Fonte: Lusa



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