Lisboa - O governo de Angola decidiu encerrar a sua embaixada na Singapura, e por sua vez, transferir esta missão diplomática para Jakarta, Indonésia, por alegadas razões de “custos” e de ausência de reciprocidade por parte dos seus homólogos. 

Fonte: Club-k.net

João Lourenço desiste de uma relação sem sinais de reciprocidade

Elísio Ávila de Jesus Figueiredo, que foi o primeiro embaixador de Angola neste país, entre 2002 - 2006, representava igualmente a República de Angola junto das autoridades da  Indonesia como embaixador não residente. O mesmo já não acontecia com os seus sucessores.  

 

Segundo apurou o Club-K, a transferência da embaixada foi decidida depois da produção de “assessement” interno que apontou dois motivos essenciais que encorajaram o executivo de João Lourenço de desistir da Singapura e virar-se para Indonésia. O primeiro facto foi determinado pelo custo de vida na Singapura considerado “altíssimo”. Já a segunda motivação, foi a sentida ausência de reciprocidade por parte das autoridades da Singapura para com o governo de Angola.


Para além da sua embaixada, o governo de Angola tem ainda neste país asiático um escritório de representação da Sonangol que fica no luxuoso centro comercial Millenia Walk.


Luanda, notou que durante mais de duas décadas de relações com a Singapura, este país, nunca procurou envidar esforços para abertura de uma representação diplomática na capital Angola, ou pelo menos a nomeação de um embaixador não residente.


A Singapura tem 50 embaixadas no exterior e duas delas estão em África. A nível dos países da SADC, a sua representação diplomática fica na capital sul africana Pretória. Em Agosto de 2021, o Governo da Singapura nomeou um veterano diplomata Zainal Arif Mantaha como embaixador na República da África do Sul, cobrindo simultaneamente a República de Botswana, República da Namíbia, República do Zimbábue, Reino de Eswatini e Reino de Lesoto. Angola foi excluída.


As autoridades angolanas concluíram que a Singapura é desmerecedora de acolher no seu território uma representação diplomática angolana, uma vez que este país, nem sequer se digna a indicar um embaixador não residente como fizeram com os países vizinhos da África do Sul.


Como decisão final, o governo angolano optou por desistir desta “relação” e transferir todo o staff diplomático para Jakarta, que também fica mais em conta em termos de despesas. Paralelamente transferência a ser feita, o Presidente João Lourenço irá também nomear um novo embaixador Florêncio Mariano da Conceição e Almeida, em substituição de Daniel António Rosa.