Luanda - O Executivo angolano voltou a fazer jus ao seu estatuto de governo despesista. De acordo com notícias postas à circular pelos órgãos de comunicação social, o titular do poder Executivo orientou a compra de casas para os Juízes Conselheiros do Tribunal Constitucional.

Fonte: Club-k.net

Ao todo, o governo que padece de síndrome de "má qualidade de despesa" vai brindar 10 casas luxuosas e milionárias à Juízes Conselheiros da Corte Constitucional.

 

Segundo informações apuradas, cada residência está orçada em oitocentos milhões de Kwanzas, numa altura em que milhares de angolanos continuam a "apertar o cinto", enquanto milhares de crianças estão fora do sistema de ensino, por falta de escolas.

 

Os números não mentem. Em Angola, uma escola de sete salas, equipada com uma quadra poliesportiva, está orçada, aproximadamente, em Akz: 125.000.00, ao passo que uma de 12 salas, com uma quadra poliesportiva, no valor de Akz: 325.000.00.

 

Isto significa que, com o valor de uma casa, a ser atribuída aos Juízes, é possível construir duas escolas de 12 salas e uma de sete, que iriam beneficiar mais de quatro mil crianças.

 

Esse é mais um indicador que atesta que Angola é o "país da pirâmide invertida". Só assim se explica ignorar a tamanha miséria que o povo vive, arrastada pela subida galopante dos preços da cesta básica.

 

Diante de gastos supérfluos, os governantes angolanos continuarão a ser encarados com pouca seriedade pela comunidade internacional. Ou seja, essas velhas práticas são nocivas ao ambiente de negócio, e de nada valerá ao PR João Lourenço continuar a viajar pelo mundo à fora em busca de investidores credíveis.