Luanda - Desafios são bastante interessantes e bem-vindos quando falamos de novas e grandes oportunidades. Ou seja, independentemente do grau de complexidade, os desafios, trazem consigo abertura para outras oportunidades. E as áreas de comunicação nas instituições não fogem à “regra”.

Fonte: Club-k.net

O exercício da comunicação organizacional eficaz aumenta as chances de as organizações atingirem melhores resultados. Promove uma interação mais fluída entre os órgãos sociais e as suas equipas, gerando mais credibilidade junto dos clientes e consequentemente o aumento das vendas e receitas.

Os desafios são muitos, desde a estratégia e planeamento que provavelmente sejam dos maiores, devido a grande necessidade de integração entre as áreas da organização e respetivos colaboradores, e ainda o planeamento em concordância com as estratégias de desenvolvimento do negócio da instituição. Um planeamento estratégico quando bem explicado, promove maior engajamento e faz com que todos os atores se dediquem em prol do resultado expectável.

A assertividade é outro desafio que pode comprometer todo um trabalho do planeamento estratégico. Ou seja, é importante que todos os atores intervenientes (liderados e líderes) saibam comunicar de forma clara, eficiente, presencial ou remotamente.

Apesar de, nos dias de hoje, o mercado oferecer muitas soluções, o uso de ferramentas e tecnologias adequadas continuam a ser grandes duelos na comunicação nas organizações. É necessário treinar as equipas para o adequado uso das ferramentas de comunicação corporativa, bem como acompanhar o desenvolvimento tecnológico. É, igualmente, imprescindível constatar que tecnologias estão, de facto, a impactar os stakeholders, de forma consistente e no momento ideal. Caso contrário a instituição terá dificuldades em engajar e baixos níveis de produtividade.

A área tecnológica está em constante mutação, quase a “velocidade da luz”. Logo, é relevante que as áreas de comunicação nas organizações, acompanhem as tendências, o comportamento das suas audiências, e invistam para que consigam ter resultados significativos. Concorda comigo, caro(a) leitor(a)?

Outro desafio não menos importante, e acredito que muitas instituições não olham com os “olhos de ver” – basta ver quando o fazem, e sem assertividade alguma – é a criação de um plano de gestão de crises. A comunicação feita por muitas organizações, quando atravessam momentos de crise, ainda é bastante débil. O que me deixa atônito!

Recordo-me de um episódio numa das empresas em que labutei, e grande por sinal – se não a maior no setor – não tinha um plano de gestão de crise. E quando a equipa de comunicação começou a desenhar o plano, muito incentivada por um dos colaboradores – ele sabe quem é! sim, és tu mesmo M (rsrsrsrsrs) –, parecia tudo “OK”. Até aí! Terminado o plano, procedeu-se com a apresentação às chefias para apreciação, correção ou validação…nem uma, nem duas! Foi totalmente ignorado. Tal aconteceu com outros projetos da área. A verdade é que não andou nada. Simplesmente a iniciativa morreu! O(A) caro(a) leitor(a) já passou ou passa por algum episódio análogo?

Obviamente existem outros desafios não menos importantes. Entretanto, o desafio inicial parte da própria estrutura de liderança das instituições. É fundamental que as organizações tenham sponsors fortes e sensíveis ao tema da comunicação organizacional. Só assim, será possível ter uma comunicação estratégica, eficaz, relevante e de resultado.