Luanda - Na senda da incursão em torno da intriga, consta da história que boa parte dos arquitectos da mesma são situacionistas, hipócritas, não naturais na forma de ser e de estar, e como se não bastasse conseguem fazer imergir os líderes na arquitetura dos seus próprios erros.

Fonte: Club-k.net

Muito do que acontece nas organizações no que a intriga diz respeito não é obra dos líderes, mas sim de uma casta assassina de carácter que com intenções ou motivações inconfessas induzem em erros todo o colectivo. Até descobrir o mau da fita, muito boa gente já ficou sacrificada.


Diante da intriga, qual devia ser o papel dos líderes? É minha convicção que a origem dos conflitos nas organizações têm a sua base em fabricações ou invenções de factos não apurados.


Ante esta situação e para o bem da colectividade, o papel do líder devia ser o seguinte:

1. Flexibilidade na análise dos factos;


2. Conhecimento do carácter do informante ( intriguista);


3. Conhecimento do passado histórico do informante;

4. Acariação diante do informante, do presumível implicado, na presença do líder e demais dirigentes idóneos;

5. O líder deve separar os aspectos particulares, dos da colectividade;

6. No julgamento dos factos, o líder deve balancear entre a infracção imputada e a prestação de um serviço valioso à organização pelo visado, transformando este facto em matéria atenuante ou agravante, na decisão final em termos de tomada de medidas.

7. O líder deve evitar previlegear o contacto com o informante ( intriguista), para cortar o vector da instabilidade na organização. Este e outros factos não menos importantes, devidamente observados e acautelados trazem uma saúde necessária na coabitação com os colaboradores e tem como consequência positiva o alcance dos resultados a que se propõe a organização.


Partindo do geral para o particular e porque a intriga é um mal que quase todas as organizações combatem, insta_ me a consciência dizer o seguinte: Ponderados que foram os aspectos relativos a intriga em que sou vítima, e com vista à clarificação da verdade material, sou a refutar categoricamente as insinuações de gente mal intencionada que de forma velada me têm acusado de ter sido aliciada pelo regime, traindo o Projecto de Sociedade dos Conjurados do 13 de Março.


Inconformada com esta maldosa maquinação, de coração aberto e com a mesma coragem de sempre, motivada pela verdade, desafio todo e qualquer um que tenha conhecimento e provas do tão propalado assédio material pelo regime, a trazer as provas à hasta pública para confrontar o que se é, e a pura invenção maldosa de que “ a Manuela está a ser muito bem paga pelo regime no poder”.


Doravante e que fique bem claro e vincado que toda a tentativa tendente a invenção de gênero, os seus autores morais e materiais, se não conseguirem provar dos factos que me são imputados, serão passíveis de um processo criminal, para que em sede de um órgão judicial ressarcir os danos morais, para a salvaguarda e reposição do bom nome, a imagem e a reputação, depois do assassinato de caráter de que estou a ser alvo.

Aos Companheiros e Compatriotas!


Peço a vossa máxima indulgência em compreender as razões que me levaram a rabiscar essas linhas, e dizer que todos, independentemente das nossas convicções e do nosso nível de actividade, deve haver uma unidade em torno da verdade, combatendo a intriga com todas as forças e meios disponíveis, tal como disse um dia o velho Jonas: “Que se realize o que é essencial na vida e que se seja fiel ao que é permanente na história”. Dr. Savimbi