Luanda - Cordiais saudações. Na minha terra, nos meses de Fevereiro à Julho, aparece algum capim que suporta consigo algumas flores aguçadas que se chamam “ osoke”. Este osoke que tem um formato ponteagudo tem se revelado hostil aos olhos humanos, caso não se tenha cuidado ao circular pelo capim. Fruto desta relação entre o osoke e o homem, os nossos antanhos convencionaram um dito “ isó Sumba osoke oco osoke yukusumbe vô” que se tornou célebre até aos nossos dias. Traduzindo literalmrnte” Ó olho respeite o capim para que ele também te respeite. Contextualizando: os Mais Velhos devem considerar os Mais Novos e vice versa, para que haja de facto um respeito mutuo.

Fonte: Club-k.net

Trazendo à liça o caso em voga e fazendo uma analogia com o acima exposto, vale referir que as palavras escritas pelo general Numa a partir do Huambo me movem neste momento e com a vossa indulgência, estimados leitores, companheiros, correligionários e compatriotas, que me permitam no alto da minha honestidade responder e repor a verdade dos factos que entendo alguns quererem intencionalmente deturpar.


O meu texto in os efeitos da intriga relata factos e de forma pedagógica para acautelar que no ambiente de trabalho se mitigue este flagelo que tem prejudicado sobremaneira muitas pessoas inocentes. Minimizar os efeitos da intriga é no minimo, “passa o termo”, querer apadrinhar os arautos da intriga e encoraja-los a prosseguir nesta vergonhosa e vil prática que nada abona na convivência entre seres humanos.


Espantou-me constatar os escritos do General Numa que no tom de moralista insurge- se contra os escritos do texto” os efeitos da intriga” fazendo acolação a factos que nada tem que ver a minha forma de ser e de estar. No intriga_ II, o cerne da minha explanação foi em desafiar quem quer que seja que traga ao terreiro a propalada corrupção de que pretensamente tenha sido alvo pelo Regime Angolano. Portanto quem quiser esbater este escrito de sã consciência deve se elencar factos que se traduzem no desmentir da minha negação.


Infelizmente o tio Numa não fez isso e pelos vistos está a tentar katukar a leoa com a vara curta. Nunca passou pela minha memória, entrar em litígios ou em altercação com o tio Numa porque sempre pensei que fosse fonte para ir buscar a água pura diante de uma sede que nos apouquenta nós as mais novas. Afinal estava enganada, o tio Numa é pelos extremos e pela quebra de pontes, o que acho que não lhe dignifica.


Fico muito triste quando gente que me conhece e muito bem me associa aos vendilhões da pátria, quando no fundo as nossas contradições deviam ser debeladas com base em diálogo sentados a mesma mesa, tal como ditam as boas normas dos nossos usos e costumes.


Antes que me esqueça, permita-me meu General que lhe refresque a memória quanto a integridade na defesa dos preceitos da nossa querida UNITA. Em 2003, o Senhor General na companhia de alguns mais velhos recebeu avultadas somas do regime eduardista e isto dito e confessado por si numa das reuniões do Comité Permanente, colocando à parede os demais Mais velhos que na altura também participaram do pote do mel.


Na ocasião aquele órgão, não lhe considerou como vendido. Como é que decorridos 20 anos, o Mais Velho se sente tão imaculado e com moral acusatório de alguém que não conhece sequer a cor do dinheiro de corrupção. Valha- me Deus!


E mais! Em nenhum parágrafo coloquei em causa a imagem do Velho Jonas, nem do ACJ, tal como o General está querer insinuar, pois digo com a minha consciência que serei para sempre e implacável defensora do pensamento do velho Jonas enquanto tiver folego e se possivel até a ultima gota de sangue.


Um General da vossa dimensão tem que ser mais natural do que situacionista para não colocar em causa a vossa imagem construida ao longo dos tempos.


Um outro elemento não menos importante e que me deixou perplexa é o facto do General ter se referido como se eu fosse alguém que queimou etapas. O general sabe que sempre fui determinada e disciplinada fruto da formação política e militar, e que faço tudo para aplicar na vida pratica honrando com disciplina e coragem a bandeira de que prestei o juramento solene.


Saiba meu General, fruto da minha entrega, se no fatidico dia 22 de Fevereiro de 2002, eu estivesse ao lado do velho Jonas, acredite meu General, nunca o teria abandonado para ir carregar pilhas para satisfazer a minha afeição ao clube desportivo do meu coração.


Portanto, esta Manuela que querem construir é uma outra e não a Manuela dos prazeres de Kazoto, aquela oficial subalterna que não aprendeu a outra coisa se não servir a pátria e o seu povo, trabalhando arduamente dia e noite para a sua elevação na terra do seu nascimento.


Ainda considero que, o que nos opôe pode ser resolvido seguindo as luzes da nossa escola que o tio Numa tanto domina na vossa qualidade de quadro Superior da revolução e devidamente lapidado pelo nosso Guia e Mestre Dr. Jonas Malheiro Savimbi.


Meu General, qualquer coisa que lhe apoquente estou aqui para esclarecer, sendo um soldado que nada mais aprendeu se não seguir as pegadas doutrinárias de que vós sois a espinha.


Sem mais, aquele abraço de sua Mais Nova e companheira de luta;


Manuela dos Prazeres de Kazoto