Luanda - O Secretariado Provincial da UNITA no Cuanza Norte negou, este domingo, a informação divulgada durante as celebrações dos 69 anos do MPLA, segundo a qual 57 militantes da UNITA ter-se-iam rendido ao partido no poder. Em nota pública, a UNITA classificou a narrativa como “falsa, manipulada e politicamente fabricada”.
Fonte: Club-k.net
De acordo com o documento, apenas dois jovens — já expulsos há vários meses por violações aos Estatutos e à disciplina interna — participaram no acto, exibindo “cartões antigos e desactualizados” da organização. Para a UNITA, o episódio constitui “mais uma encenação política”, que atribui ao que considera serem práticas recorrentes do sistema.
A nota sustenta que a alegada rendição teria sido usada para desviar atenções de temas que, segundo o partido do galo negro, marcam a actual conjuntura política no país, entre os quais:
• O impacto do XIV Congresso da UNITA, que, afirma, reforçou a sua “força moral” e a “vontade de mudança dos angolanos”;
• A recente nomeação de Francisco Fernandes “Falua” como Secretário Nacional para Comunicação e Porta-voz do partido;
• As denúncias públicas envolvendo a gestão do actual governador provincial;
• As críticas à governação dos últimos 69 anos, que a UNITA associa a “má gestão, corrupção e estagnação socioeconómica”;
• A ausência de políticas públicas eficazes e o agravamento das condições de vida da população.
A estrutura provincial acusou ainda o governo local de privilegiar “teatros partidários” em detrimento de respostas concretas às preocupações dos cidadãos, e apresentou uma lista de questões que considera essenciais para garantir transparência na gestão pública, incluindo custos e origem de receitas das obras em curso, critérios de contratação das empreiteiras e prazos reais de execução dos projectos.
“O povo do Cuanza Norte quer governação, não encenações; transparência, não manipulações; respostas, e não distrações”, lê-se no documento.
A UNITA conclui reafirmando o seu compromisso com “a verdade, a ética pública e a defesa dos interesses da população”.
A nota é datada de 7 de Dezembro de 2025 e assinada pelo Secretariado do Comité Provincial da UNITA no Cuanza Norte.











