Luanda - A PGR hoje é sinónimo de desconfiança. Perdeu qualquer vestígio de credibilidade. Quem ainda acreditava na Lei e na Justiça em Angola está decepcionado. A PGR é símbolo de subserviência ao Executivo. Um órgão capturado. Subalternizado. Instrumentali-zado. Foi transformada no mais poderoso instrumento de perseguição política em Angola. É sinônimo de criminalidade política mascarada de legalidade. Ultrapassou os limites do admissível num Estado direito.

Fonte: Club-k.net

A PGR é uma máquina de medo. Fria. Calculista. Politicamente obediente. Um imaginário de medo. Arbitrariedade. Perseguição ideológica. Braço armado do Executivo. Gato-sapato da Presidência da República. Intimida adversários políticos.


Encobre aliados. Assusta a sociedade civil. Falando depressa e bem: A PGR é a operadora oficial do Lawfare vigente em Angola.

Desta nódoa, não se livra.


Depois de 2027, vai ter cadastro criminal. Semeou intriga e discórdia entre camaradas da mesma “família política”. Está a contribuir para destruição do MPLA. Alimenta a descrença do cidadão-eleitor. Empurra-o para a Lei do Talião. A PGR comporta-se como milícia. Como os Ton-ton Macoute de Papa Doc, no Haiti dos anos 60.

A PGR ainda tem a chance de salvar a sua honra e bom nome. A denúncia do desaparecimento de quatro biliões de kwanzas das Contas Públicas é prova decisiva. Se não agir, vai entrar para a História como cúmplice de mais um crime contra o Estado angolano.


Para evitar tal, deve intimar a ministra das Finanças.

Explicações tim-tim-por-tim-tim são obrigatórias.

Ou a PGR serve a Lei. Ou serve o dono.

Vera Daves e o seu consorte estão metidos em esquemas financeiros ínvios até ao pescoço. Tráfico de influência. Daves comandou política e moralmente um assalto bilionário aos cofres da AGT. Agora surge a denúncia de quatro biliões desaparecidos. Ninguém sabe para onde foram. Excepto a ministra. Inquirir a ministra das Finanças e um um republicano. Se a PGR quiser provar que não é capacho do Executivo, tem um caminho: Agir.