A afirmação foi feita ontem (segunda-feira), em Luanda, pelo ministro do sector, Eduardo Chingunji, que reconhece existirem também unidades hoteleiras que prestam mau serviço. “Temos que reconhecer que a guerra não deu tempo a muitos que gostariam ou estão a praticar serviços no nosso ramo de ter uma formação adequada”, sublinhou antes de anunciar a construção de escolas de hotelaria e turismo nas províncias do Bengo e Bié para formar angolanos e estrangeiros que queiram actuar e melhorar os serviços prestados a nível do sector.

Contribuição do sector no combate à pobreza

Para o ministro, a construção das duas escolas constam das prioridades do Governo por ser benéfica para o país, não só em termos de formação, como também para a aceleração do processo de melhoria dos serviços de hotelaria e turismo.

“Não basta termos grandes hotéis e centros turísticos bonitos, sem formação. Tem havido muitas queixas, por isso, queremos que, nos próximos orçamentos, o Governo tenha em conta a criação destas duas escolas”, disse o ministro à margem do acto de abertura das actividades alusivas ao Dia Mundial do Turismo, a assinalar-se sábado, dia 27, e que decorrerá até ao próximo domingo, sob o lema: “Turismo, afronta o repto da mudança climática”..

A falta de concorrência, na visão do ministro, faz também com que muitas unidades hoteleiras não se preocupem com a melhoria dos seus serviços.

Com o surgimento de um grupo de hotéis nos próximos dois anos, segundo Eduardo Chingunji, aquelas unidades hoteleiras que praticam preços elevados e maus serviços irão rever a sua actuação no mercado. “E aqueles que continuarem com a sua arrogância, face à ausência de acomodação, terão problemas porque os hotéis com melhores serviços e preços vão atrair maior clientela”.

Turismo garante mais receitas

O turismo poderá ser nos próximos anos o sector da economia angolana com maior produção de receitas para o Orçamento Geral do Estado (OGE), segundo o Ministro da Hotelaria e Turismo, Eduardo Chingunji.

O sector de Hotelaria e Turismo, de acordo com o ministro, tem sido em vários países do mundo, principalmente nos desprovidos de recursos minerais, o que produz receitas mais importantes para os Orçamentos Gerais dos Estados.

“Nós temos esses recursos, por isso, o turismo em Angola poderá ser nos próximos anos um sector da economia que poderá ajudar o Governo a combater a pobreza”.

O ministro explica que a contribuição do sector no combate à pobreza é feita através da recuperação e construção de novas infra-estruturas hoteleiras e turísticas a nível nacional que, por sua vez, cria empregos.

Chingunji considera importante que o país comece a investir em produtos que podem torná-lo no maior destino turístico e contribuir para o desenvolvimento da comunidade internacional económica.

Segundo Eduardo Chuingunji, pode-se agora, em tempo de paz, fazer com que o Governo invista no turismo para que a médio prazo o sector possa competir com outros que também têm contribuído de forma significativa para a economia nacional.

O ministro disse que o interesse dos investidores no país tende a aumentar por se ter realizado as eleições legislativas, já que este acto constitui um dos sinais de que o país realmente está no caminho da democratização.

“Daqui em diante, podemos dizer que as condições estão criadas para o turismo avançar e ter a intervenção necessária na economia e na vida dos angolanos”, assegurou.

Fonte: Jornal de Angola



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