Os outros membros do governo demissionários, tidos como leais a Mbeki, incluem a vice-presidente da África do Sul, Phumzile Mlambo-Ngcuka, o ministro da Defesa e a ministro da Segurança. As demissões foram aceites pelo próprio Thabo Mbeki, ainda a cargo do gabinete presidencial.

Transição

O anúncio abre caminho para a nomeação, ainda esta semana, do vice-presidente do ANC, Kgalema Motlanthe, como presidente interino da África do Sul.

Ele deverá manter-se no cargo até às eleições do próximo ano. A vice-presidente Phumzile Mlambo-Ngcuka é uma forte aliada de Thabo Mbeki.

Ela foi nomeada em 2005 quando Mbeki despediu o seu anterior número dois, Jacob Zuma.Especulava-se que seria ela quem ocuparia o candeirão presidencial a seguir à demissão de Thabo Mbeki. Mas agora decidiu tornar claro que também abandona tanto a vice-presidência como o Parlamento Nacional. Phumzile Mlambo-Ngcuka disse estar engajada numa transição sem sobressaltos.

Reacções

Apesar destas mexidas nos dois mais altos postos do governo sul-africano, o ANC pediu a todos os ministros para se manterem em funções.

Na manhã desta terça-feira, a porta-voz do ANC, Jessie Duarte, disse que, oficialmente, o partido não fora informado de quaisquer outras demissões para além das de Mbeki e de Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Entretanto, e num desenvolvimento paralelo, Thabo Mbeki apresentou um recurso legal contra a decisão jurídica que causou o seu pedido de demissão.

Segundo Mbeki, a alegação do juiz de que ele interferira no processo de corrupção movido contra o seu rival político - o líder do ANC, Jacob Zuma - danificara de forma adversa a sua reputação e custara-lhe a Presidência da República.

Fonte: BBC
 



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